- O senhor que conhece tão bem a natureza humana, já perguntou aos sábios qual o sentido da vida?
- Achar.
- Achar o que?
- Você acha que as coisas deviam estar bem e elas não estão, então chama isso de falta de sorte.
"Você acha que as coisas não estão tão ruins quanto pensava e considera-se afortunado.
"Você acha que pode controlar o seu trabalho e passa a acreditar que tem talento e intuição.
"Você acha que o futuro terminou sendo pior do que esperava e chama isso de destino.
"Passa a vida achando coisas, ao invés de encará-las como são."
É, quando se pensa que conhece uma pessoa....está aí, a hora em que você mais se engana...
Arquitetura de Niemeyer amplia mostra sobre Picasso no Brasil
JANAINA FIDALGO da Folha Online
A simbiose entre a pintura de Pablo Picasso e a arquitetura de Oscar Niemeyer, apontada por Dominique Dupuis-Labée, curadora do museu do artista espanhol em Paris, resultou na atual configuração da retrospectiva "Picasso na Oca", em cartaz em São Paulo a partir da próxima quarta-feira (28).
O projeto da exposição, que em princípio contemplaria apenas uma fase da obra de Picasso (1881-1973), a da adolescência, foi alterado em julho do ano passado após uma visita de Dominique à Oca. A amplitude do espaço, segundo a curadora, fez com que a mostra fosse repensada.
"Para esse tipo de local deveria ser algo de maior prestígio, com obras representativas de Picasso. É um privilégio apresentar essa retrospectiva na Oca, com arquitetura de Oscar Niemeyer, que é magnífico e um dos maiores arquitetos do século 20. Ao visitar a exposição o público terá a impressão de que um foi feito para o outro", disse hoje a curadora, durante a apresentação do evento.
O acervo, trazido do museu parisiense e com valor estimado em 700 milhões de euros, conta com 125 obras de Picasso. As 45 pinturas, 56 desenhos e gravuras, 20 esculturas e 4 cerâmicas serão divididas em 32 módulos, de acordo com as fases do artista.
Para Emílio Kalil, diretor da BrasilConnects, empresa responsável pela vinda das obras, a exposição será uma "coisa única que jamais será vista fora da França".
Obras
Com lugar de destaque, instaladas no último andar da Oca, os visitantes poderão ver o conjunto de seis esculturas "Les Baigneus" ("Os Banhistas"), de 1956. Instaladas sobre um espelho d'água, as peças seguem a montagem pensada originalmente por Picasso e vista, até então, apenas no Museu Picasso de Paris.
A curadora destaca ainda a relevância de obras como "Buste de femme" ("Busto de mulher" - Estudo para Les demoiselles d'Avignon), de 1907; "Le baiser" ("O beijo"), de 1925; e "La femme qui pleure" ["A mulher que chora"], de 1937.
Outras obras revelam as diferentes fases de Picasso. A maturidade precoce de Picasso fica evidente em "Petite fille aux pieds nus" ("Garota com pés descalços"), de 1895; a melancolia do período azul, vista em "Portrait d'homme" ("Retrato de homem"), 1902-1903; a fase cubista, representada por "Homme à la mandoline" ("Homem com o bandolim"), de 1911; o drama da guerra, em "Tête de femme" ("Cabeça de mulher"), de 1939, e "Pichet et squelette" ("Pichel e esqueleto"), de 1945; e suas numerosas paixões, como em "Nu couché" ("Nu deitado"), de 1932.
Assinada pela cineasta Daniela Thomas e pelo arquiteto Felipe Tassara, a cenografia de "Picasso na Oca" tem como principal recurso um túnel de imagens, com espelhos e projeções do artistas em suas várias fase.
PICASSO NA OCA Curadoria: Dominique Dupuis-Labée Organização: BrasilConnects Onde: Pavilhão da Oca - parque Ibirapuera Quando: terça-feira a sexta-feira, das 9h às 21h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 21h (28/01 a 02/05) Quanto: R$ 10; R$ 5 (meia entrada) e gratuito para crianças até seis anos, maiores de 65 anos, aposentados e portadores de deficiência física Programa educativo: o agendamento de visitas para escolas públicas, privadas e entidades sociais deve ser feito pelo telefone 0/xx/11/ 3253-7007 ou pelo e-mail: agendamento@brasilconnects.org Patrocínio: Bradesco
Para mostrar a trajetória das tintas e formas do artista, a retrospectiva apresenta ao público, a partir desta quarta, 125 obras do Museu Picasso, em Paris, em ordem cronológica, na Oca. Pensada especialmente para o espaço, a mostra é "uma das mais importantes" feitas no exterior pelo museu.
I saw you dancin' out the ocean Running fast along the sand A spirit born of earth and water Fire flying from your hands In the instant that you love someone In the second that the hammer hits Reality runs up your spine And the pieces finally fit And all I ever needed was the one Like freedom feels where wild horses run When stars collide like you and I No shadows block the sun You're all I've ever needed Babe, you're the one There are caravans we follow Drunken nights in dark hotels When chances breathe between the silence Where s*x and love no longer gel For each man in his time is Cain Until he walks along the beach And sees his future in the water A long lost heart within his reach And all I ever needed was the one Like freedom feels where wild horses run When stars collide like you and I No shadows block the sun You're all I've ever needed Ooh babe, you're the one (repeat chorus x2)
Va ti aspetterò Il fiore nel giardino segna il tempo Qui disegnerò il giorno poi del tuo ritorno Sei così sicura del mio amore Da portarlo via con te Chiuso nelle mani che ti porti al viso Ripensando ancora a me E se ti servirà lo mostri al mondo Che non sa che vita c'è Nel cuore che distratto sembra assente Non sa che vita c'è In quello che soltanto il cuore sente Non sa Qui ti aspetterò E reberò i baci al tempo Tempo che non basta cancellare Coi ricordi il desiderio che Resta chiuso nelle mani che ti porti al viso Ripensando a me E ti accompagnerà passando le città da me Da me che sono ancora qui E sogno cose che non so di te Dove sarà che strada farà il tuo ritorno Sogno Qui ti aspetterò E ruberò i baci al tempo Sogno Un rumore il vento che mi sveglia E sei già qua
Sentir em nós Sentir em nós Uma razão Para não ficarmos sós E nesse abraço forte Sentir o mar, Na nossa voz, Chorar como quem sonha Sempre navegar Nas velas rubras deste amor Ao longe a barca louca perde o norte. Ammore mio Si nun ce stess'o mare e tu Nun ce stesse manch'io Ammore mio L'ammore esiste quanno nuje Stamme vicino a Dio Ammore No teu olhar Um espelho de água A vida a navegar Por entre o sonho e a mágoa Sem um adeus sequer. E mansamente, Talvez no mar, Eu feita espuma encontre o sol do teu olhar, Voga ao de leve, meu amor Ao longe a barca nua a todo o pano. Ammore mio Se nun ce stess'o mare e tu Nun ce stesse manch'io Ammore mio L'amore esiste quanno nuje Stamme vicino a Dio Ammore Ammore mio Si nun ce stess'o mare e tu Nun ce stesse manch'io Ammo re mio L'amore esiste quanno nuje Stammo vicino a Dio Ammore
A voz dos narradores
23.01.2004 |Se fossem estabelecidas fronteiras literárias para o cinema, o sertão dos filmes brasileiros seria um território demarcado pelo determinismo de Euclides da Cunha, a sociologia de Gilberto Freire e a mitologia de Ariano Suassuna.
“Narradores de Javé” se situa à margem desse território – e aí reside a originalidade da produção que estréia nesta sexta-feira. O sertão da cineasta paulista Eliane Caffé talvez fique mais próximo do universo do escritor mineiro Guimarães Rosa. Porque o filme está menos interessado em um certo tipo de narrativa do que no próprio ato de narração.
Como a obra de Rosa, “Narradores de Javé” é um filme sobre a reinvenção da história pela linguagem. E também um exercício de fé no poder da palavra. Tema árido para uma arte (também) feita de imagens. Mas irrigado pela delicadeza de Eliane Caffé na direção e pela força bruta de José Dumont no papel principal. Eles reeditam aqui a bem-sucedida parceria de “Kenoma”, longa de estréia da cineasta.
O novo filme sobrepõe várias camadas de narração. Na inicial, Zaqueu (Nelson Xavier) conta a historia de seu povoado a um grupo reunido em um bar: ameaçados de inundação pela construção de uma hidrelétrica, os habitantes decidem fazer um livro da “História Grande do Vale de Javé", acreditando que o registro de seu patrimônio oral pode evitar que o sertão vire mar.
Para a tarefa, eles convocam a contragosto um dos únicos homens alfabetizados do povoado: Antônio Biá (José Dumont), auto-denominado “intelectuário e alcoólatra”, ex-funcionário do correio que havia sido renegado na região após escrever cartas fictícias em nome dos moradores (a idéia do filme se originou de um episódio real parecido que ocorreu em Minas Gerais).
A partir daí, surgem as outras camadas da narração. Biá começa a colher os depoimentos dos narradores sobre as origens de Javé, e cada um apresenta uma versão diferente: em uma delas, o fundador do povoado aparece como um homem corajoso que morre buscando um abrigo para seus seguidores; em outra, ele morre de diarréia mesmo; na visão de um morador negro, ele era um ex-escravo; na de uma mulher, o verdadeiro herói foi a esposa do fundador. A questão se complica ainda mais com a tendência de Biá para romantizar certos episódios ao colocá-los no papel.
Ao mesmo tempo que lança questões pertinentes (até que ponto a história é determinada pelos pontos de vista? a história escrita é mais legítima do que o relato oral?), o argumento do filme passeia com humor por diferentes visões do sertão. Dependendo do narrador, o sertanejo ora aparece como um forte, como queria Euclides, ora como um pícaro, como prefere Suassuna, e assim por diante.
Revisitando com humor os vários sertões, “Narradores de Javé” consegue afastar-se do imaginário coletivo e chegar a uma visão própria. Os parentescos do filme podem ser encontrados menos no cinema nacional recente do que em alguns clássicos internacionais.
Com “Rashomon” (1950), de Akira Kurosawa, ele compartilha a estrutura: o mesmo episódio narrado de maneira distinta por várias pessoas. Do “Homem que Matou o Facínora” (1962), de John Ford, ele tira sua moral: “Quando a lenda for mais interessante que a realidade, imprima-se a lenda”.
Mas o gosto pela invenção lingüística, talvez a parte mais saborosa do filme, parece vir de Guimarães Rosa. No filme, ela aparece na forma de expressões criadas com a junção de duas palavras já existentes e sem qualquer relação: “Réveillon de muriçoca”, “DNA de jararaca”, “Pokémon de Jesus” e por aí vai.
São expressões ditas com evidente prazer e enorme graça por Dumont (que ajudou os roteiristas a criar parte delas). E que carregam em si a essência do filme: o conflito entre o moderno e o arcaico, o popular e o erudito. Para a língua portuguesa e para o povoado de Javé, o filme oferece a mesma lição: não é possível escapar do progresso, mas é necessário preservar a história.
As intenções de “Narradores de Javé” não poderiam ser mais nobres. Mas nem sempre o resultado está à altura delas. Há problemas menores (certas situações esquemáticas, alguns episódios desnecessários) que roubam parte da força do conjunto. E ao menos uma questão importante que ficou mal resolvida: a participação no filme dos moradores de Gameleira da Lapa (BA), onde história foi rodada.
Assim como todo o projeto, este é um gesto bem-intencionado: dar voz aos habitantes locais. Mas, como o uso dos moradores acaba se resumindo a uma figuração tímida, a generosidade pode parecer condescendência.
Nesse sentido, o filme não está sozinho no cinema nacional. Muitas produções recentes apresentam o mesmo problema ao misturar ficção e realidade, como no caso de “Amarelo Manga”. Mas, em relação a esse filme, “Narradores de Javé” tem ao menos uma vantagem: os moradores podem aparecer pouco, mas aqui ao menos eles falam.
A palavra mantra é composta pelas sílabas man (mente) e tra (entrega), em sânscrito, antigo idioma da Índia. Tem origem nos Vedas, livros sagrados indianos compilados pela primeira vez em 3000 a.C. Essas escrituras compõem-se de 4 mil sutras, das quais foram extraídos milhares de mantras, que atribuíam características relacionadas aos deuses, como amor, compaixão e bondade. Como o som é uma vibração, pronunciar ou ouvir os mantras cotidianamente é, para os hindus, a forma de ativar as qualidades divinas, abrindo nossas mentes e nossos corações para os planos superiores. "Um mantra é basicamente uma oração", explica o swami Vagishananda, americano radicado na Índia há mais de 20 anos, mestre dos cânticos relacionados aos Vedas. Repeti-los muitas vezes é a chave para interromper o processo natural de pensamento intermitente, que nos leva de uma idéia a outra sem controle. Quando paramos esse fluxo mental, o corpo relaxa, e a mente se aquieta e se abre a vibrações sutis, que permitem ampliar a percepção.
Acalmar as emoções "Recitar os mantras com esse propósito nos leva a conhecer qual será o próximo pensamento", diz Vagishananda. Segundo ele, esse é o primeiro passo para gerenciar as emoções, expressá-las de maneira saudável e eliminar a resistência mental em reconhecer o que não pode ser mudado, como os fatos do passado. Algumas linhas hindus consideram os mantras sons primordiais que têm poder em si mesmos. Outras, como o budismo nishiren shoshu – que reverencia o Buda Nishiren, que viveu no Japão do século 7 –, recomendam que se inicie o contato com seus ensinamentos pela vocalização do mantra Miohô, ou Sutra do Lótus. "Todo mundo tem as qualidades divinas do Buda dentro de si. Ao pronunciar o mantra, elas serão expressas para o mundo", explica Marcos Eduardo Correa, conhecido como monge Kyohaku, um curitibano praticante desse culto há 15 anos.
Frases poderosas "Os mantras nasceram na Índia e foram adotados por todas as religiões que de lá se espalharam pelo mundo. Há várias linhagens do budismo chinês, tibetano, japonês e coreano que usam essas frases rítmicas. Porém a palavra entrou na linguagem corrente para designar os sons repetidos que levam a um estado de meditação", explica Edmundo Pellizari, professor de teologia de São Paulo. Esse efeito tranqüilizante pode ser resultado de orações como a ave-maria, o pai-nosso e a glória-ao-pai, no rosário católico. "Elas são as correspondentes cristãs dos mantras", explica Moacir Nunes de Oliveira, professor do departamento de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Maior similaridade com os mantras é encontrada no terço bizantino, em que a ave-maria é substituída por uma frase curta (como "Jesus, curai-me").
Refúgio de paz Os mestres recomendam que se repitam os mantras, às vezes, durante horas a fio, mas no início não precisa ser tanto. O artesão João Bueno, de São Paulo, apresentado aos mantras por uma amiga astróloga, aprovou a experiência. Ao entoar um dos mantras do deus hindu Ganesha, relacionado à alegria de viver, pôde superar a perda de uma pessoa querida. "Pode ser coincidência, mas comecei a me sentir melhor com essa prática", diz João. "O verdadeiro impacto do mantra pode ser percebido depois de três horas de repetição", explica o mestre Vagishananda. Alguns reflexos são bem mais imediatos, porém. Estudiosos do mantra Miohô – "Nam miohô rengue kyo" –, relacionam cada sílaba a uma área do corpo, que recebem os benefícios da vibração do som. Assim, nam corresponde à devoção, mio à mente, ou cabeça, ho à boca, ren ao tórax, gue ao estômago, kyo às pernas. O taoísmo, linha filosófica chinesa, inclui práticas com gestos, respiração, canções e meditação, mas os mantras são considerados fundamentais por sua praticidade. "Podem ser recitados em quase todas as circunstâncias", explica o mestre Wu Jyh Cherng, da Sociedade Taoísta do Rio de Janeiro.
Faça a experiência Pode-se recitar mantras nos momentos em que sentimos necessidade de nos conectar com as qualidades das quais eles falam: alívio, calma, alegria, amparo, ânimo. Não custa tentar – afinal, o mínimo que a prática poderá fazer é deixá-lo mais tranqüilo e concentrado. A vocalização do mantra Om Mani Padme Hum, um dos mais populares, proporciona ao final uma respiração profunda e relaxante (o H tem som de R).
Atividade física pode melhorar o desempenho no trabalho
27 de Janeiro de 2004 (Bilbiomed). É fato bastante conhecido que a inatividade física e a obesidade podem levar a problemas de saúde e a morte precoce. Mas como estes fatores de risco para a saúde afetam a vida profissional e a produtividade das pessoas? Embora se saiba que a obesidade aumente o absenteísmo, fazer exercícios físicos regularmente ajuda no trabalho?
Em um novo estudo publicado na semana passada na revista Journal of Occupational and Environmental Medicine, pesquisadores do Center for Health Promotion at HealthPartners em Minneapolis, Estados Unidos, investigaram através de uma pesquisa, 683 trabalhadores de várias ocupações, em relação às faltas ao trabalho, a qualidade e quantidade de trabalho, relações interpessoais com seus colegas, e como eles avaliavam o seu desempenho geral.
Os investigadores encontraram associações significativas entre estas áreas e estilos de vida: a atividade física moderada estava relacionada tanto a qualidade de trabalho realizado como o desempenho geral do funcionário; trabalhadores que se envolviam em atividades físicas moderadas e vigorosas apresentavam um desempenho superior; além disso, empregados que se encontravam em sua plena forma física do ponto de vista cardiorrespiratório eram capazes de completar uma maior quantidade de trabalho. Empregados obesos, além de terem um maior número de faltas, tinha uma maior dificuldade de relacionamento com seus colegas de trabalho.
O estudo concluiu que trabalhadores que realizam atividades físicas têm melhor desempenho no trabalho tanto em termos de qualidade quanto de quantidade.
Fonte: Journal of Occupational and Environmental Medicine, January 2004; vol 46: pp 19-24.
A estante tem prateleiras de chapas metálicas com pintura epóxi, soldadas umas às outras e fixadas na alvenaria. No centro, a coluna estrutural incorporou-se ao móvel. Chaise-longue de couro da House Garden.
Nestes ambientes, os móveis responsáveis pela organização assumem importância máxima: eles chegam a ocupar paredes inteiras e, além de assegurar a arrumação, têm o visual muito bem cuidado
Uma peça de impacto, com lugar de sobra para livros e objetos: assim é a estante projetada pela arquiteta Simone Mantovani. “Imaginei um móvel que fosse possível usar dos dois lados, vazado e com prateleiras de 80 cm de profundidade”, diz. O tamanho dos nichos permite variar a arrumação: livros e revistas ficam em pé ou deitados, em pilhas lado a lado. A estante cumpre ainda a função de divisória. “Ela isola a área íntima.”
A estante tem prateleiras de chapas metálicas com pintura epóxi, soldadas umas às outras e fixadas na alvenaria. No centro, a coluna estrutural incorporou-se ao móvel. Chaise-longue de couro da House Garden.
(CLIQUE E AMPLIE)
Escritório na sala de jantar
Nesta casa, faltava espaço para um escritório e a sala de jantar corria o risco de ser pouco usada, pois a proprietária mora sozinha. Para resolver os dois problemas, o arquiteto René Fernandes Filho inseriu a área de trabalho no ambiente de refeições. “Virou um local dinâmico: a mesa oval agora acolhe reuniões rápidas e basta deslocar uma cadeira para sentar ao computador”, diz René. O escritório propriamente dito ocupa uma dupla de móveis, encaixados em molduras de madeira. Por que dividi-lo em dois? “A distribuição começou pelo espelho antigo, que faz parte da história da moradora. Só depois de centralizá-lo é que posicionei as demais peças”, explica o arquiteto.
René Fernandes Filho
Puxadores servem para trazer à frente os três módulos com rodízios e portas (de 42 x 36 cm, altura de 60 cm). Nas peças, a moradora arquiva documentos em prateleiras...
(CLIQUE E AMPLIE)
À esquerda, o laptop da proprietária está alocado numa bandeja retrátil. Molduras de madeira e a pintura ocre da parede de fundo setorizam as áreas de trabalho...
(CLIQUE E AMPLIE)
SKANK
COMENTA, VIU????
DICAS
O melhor,segundo Verissimo
Restaurante - Le Laurent Na 41, Av. Gabriel, no Champs-Elysées, em Paris.
Clube de Jazz - Blue Note Na 131, W. 3rd St. (Greenwich Village), em Nova York.
Livraria - Blackwell 100, Charing Cross Road, em Londres.
Museu - Museo Nacional del Prado No Paseo del Prado, s/no, em Madri.
Os livros de viagens de Luis Fernando Verissimo Traçando Nova York - 9a edição Traçando Porto Alegre - 7a edição Traçando Paris - 7a edição Traçando Roma- 4a edição Traçando Madri - 2a edição Traçando Japão - 4a edição América - 2a edição
Deise Coelho, responsável pelo atendimento às leitoras de BOA FORMA, não estava satisfeita com o próprio corpo. Com exercícios e dieta, definiu a barriga, levantou o bumbum e fez seus músculos crescerem e aparecerem. Aqui, o programa para você também chegar lá!
por Deise Coelho e Olga Penteado fotos Domingues
A falta de curvas sempre me deixou chateada. Na adolescência, pesando 47 quilos — meço 1,61 metro —, via os garotos só se interessarem pelas amigas que tinham corpão. Mais tarde, aos 24 anos, resolvi encarar a academia para ganhar formas mais generosas. Meu maior complexo era a falta de bumbum, mas também queria engrossar as coxas. Além do mais, apesar de magra, estava acumulando uma barriguinha e queria me livrar dela.
Foram cinco anos de altos e baixos. Apesar de mais disposta e com o corpo mais firme, não conseguia levar o treino a sério por muito tempo. E continuava comendo do meu jeito, com doce à vontade. Na adolescência, o açúcar não prejudicava as minhas medidas. Hoje, porém, aos 29 anos, o excesso de guloseimas já começava a pesar: uma pequena bóia estava se instalando na minha cintura. Cruz-credo!
Era agora ou nunca: aceitei o desafio de BOA FORMA para levar a malhação a sério e mudar meu corpo. O treino foi elaborado por Luiz Sene, da Academia Fórmula, um dos personal trainers mais conceituados de São Paulo (SP). Mas não pensem que ele me acompanhava diariamente — eu fazia ginástica sozinha, com pesinho e caneleira. Foram cinco meses seguindo basicamente a aula que você vê ao lado, mais 40 minutos de esteira ou bicicleta. Encontrava o Sene, uma vez por mês, para reajustar a carga. Comecei com peso moderado e, em três meses, estava pegando pesado. Como já havia feito body pump, tinha facilidade para executar os agachamentos — os exercícios para coxas e glúteos que são a base do treino. Um pouco antes da sessão de fotos, erguia 40 quilos! Treinava quatro dias por semana. À mesa, diminui muito o doce, cortei fritura e refrigerante. Achei que isso seria o suficiente, mas não foi.
A barriga secou Nos primeiros quatro meses, apesar de malhar direito e levantar cada vez mais peso, não vi os músculos pularem. Estava mais forte, mas não definida, ao contrário. Minhas roupas estavam justas, parecia que tinha engordando. Fiz uma avaliação e dito e feito: 1 quilo extra de gordura e só 100 gramas a mais de músculos. Ops! Imagine minha decepção. A saída era mexer na alimentação. O consultor em nutrição Alfredo Galebe foi o responsável pelo novo cardápio. Cortei de vez o doce e passei a comer quantidades equilibradas de proteína magra, carboidrato saudável e gordura do bem. O pulo-do-gato: ter os três elementos em cada uma das seis refeições. O resultado não demorou nada para aparecer. No segundo dia, já acordei com uma energia incrível. E a barriga? Cada dia ficava mais sequinha! Não foi fácil cortar de vez o doce e comer tudo exatamente como o combinado. Azeite no sanduíche do café da manhã, abacate sem açúcar antes de dormir, fruta acompanhada de queijo cottage e amêndoa crua... E a saudade do petit gateau? Só sobrevivi porque as barrinhas ricas em proteína tinham sabor de chocolate.
Menos 2 quilos de gordura A segunda semana da dieta coincidiu com minha viagem de férias para o Recife. Lá fui eu, com a mala cheia de barrinhas e uma tira de elástico para fazer ginástica, em substituição aos pesinhos. O acessório arrebentou logo no primeiro dia. Liguei para o personal e ele foi implacável: Se vira! Faça abdominal, caminhada na praia e agachamento com uma lista telefônica, mas não deixe de malhar. Foi desligar o telefone e cair em prantos. Quando o desespero passou, cumpri o combinado, afinal não podia decepcionar todo mundo. E a dieta, então? Tomava um chope à noite inteira, enquanto amigos bebiam caipirinha à vontade. Pois é, sabia que não seria fácil. Em compensação, comprovei o resultado de tanta disciplina: quase 2 quilos a menos de gordura e 1 quilo a mais de músculo. Nem acreditei! Consegui um abdômen definido, um bumbum durinho e estou superfeliz. Para comemorar, ganhei um biquíni lindo do meu namorado: ele me levou à loja dos sonhos e disse para escolher o modelo que quisesse. Ninguém me segura neste verão!”
WE, THE COMPLICATED...
Nós ? Complicadas ?
>Se a gente se insinua, é atirada; >Se fica na nossa, tá dando uma de difícil. >Se aceita transar no início do relacionamento, é mulher fácil; >Se não quer ainda, tá fazendo doce. >Se põe limitações no namoro, é autoritária; >Se concorda com o que o namorado diz, é uma lesa sem opinião. >Se batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa; >Se não tá nem aí pra isso, é dondoca. >Se adora falar em política e economia, é feminista; >Se não se liga nesses assuntos, é desinformada. >Se corre pra matar uma barata, não é feminina; >Se corre de uma barata, é medrosa. >Se aceita tudo na cama, é vagabunda; >Se não aceita, é fresca. >Se ganha menos que o homem, é pra ser sustentada; >Se ganha mais que o homem, é pra jogar na cara deles. >Se adora roupas e cosméticos, é narcisista; >Se não gosta, é desleixada >Se sai mais cedo do trabalho, é folgada; >Se sai mais tarde, tá dando pro chefe; >Se faz hora extra, é gananciosa. >Se gosta de TV, é fútil; >Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual. >Se se chateia com alguma atitude dele, é uma mulher mimada; >Se aceita tudo o que ele faz, é submissa. >Se quer ter 4 filhos, é uma louca inconseqüente >Se só quer ter 1, é uma egoísta que não tem senso maternal. >Se gosta de rock, é uma doida chapadeira; >Se gosta de música romântica, é brega; >Se gosta de música eletrônica, é porra-loca. >Se usa sainha curta, é vulgar; >Se usa saia comprida, é crente. >Se tá branca, eles dizem pra gente pegar uma corzinha; >Se tá bem bronzeada, eles dizem que preferem as mais clarinhas. >Se faz cena de ciúme, é uma neurótica; >Se não faz, não sabe defender seu amor. >Se fala mais alto que ele, é uma descontrolada; >Se fala mais baixo, é subserviente. >E depois vem dizer que mulher é que é complicada
LOUIS ARMSTRONG
Louis Daniel Armstrong, nasceu no dia 4 de julho de 1900, em New Orleans, berço do jazz. Filho de trabalhadores braçais e neto de escravos, Dippermouth (seu apelido original, algo como Boca de Concha ) achou melhor levar uma vida diferente e, ainda pequeno, cantava e dançava na rua com outros garotos. Foi em New Orleans que, aos 13 anos, começou a aprender música numa escola de correção para menores, para onde havia sido mandado após dar tiros para o ar com uma pistola. Ele estava apenas comemorando o Ano Novo. Lá tentou diversos instrumentos até que encontrou sua voz no cornetim. Aos 18, após vários empregos e passagens por diversas bandas, Armstrong substituiu seu ídolo, King Oliver, na banda de Ory Brownskin (líder da primeira banda de jazz negra a gravar). Satchmo (seu apelido desde o iníco da carreira, uma contração de satchel - bolsa, sacola - e mouth -boca) supreendia a todos por onde quer que passasse. Em 1924 vai para New York e começa a se destacar trabalhando com pequenas e grandes bandas, assim como acompanhando grandes damas do jazz, como Bessie Smith. Seu gosto pela improvisação e sua maestria em tocar blues, fizeram com que o jazz se transformasse em um veículo para solistas, diferente da idéia de conjunto vigente até então. Tornou-se um verdadeiro embaixador da boa música americana. Quando começou a cantar, seu vozeirão grosso e marcante mostrou-se tão importante quanto seu estilo de tocar trumpete. Seu maior sucesso, sem dúvida, é What a wonderful world. Participou como ator convidado em vários filmes como Hello, Dolly! e Alta Sociedade (de 1956, último filme de Grace Kelly, onde além dela e Armstrong, ainda cantam Frank Sinatra e Bing Crosby). O músico teve quatro esposas: Daisy Parker, uma prostituta (1918); Lil(lian) Hardin, uma pianista de jazz que lhe deu alguma instrução musical formal (1924); Alfa Smith (1938); e Lucille Wilson, um showgirl (1942). Conta-se que, acompanhado de Lucille, em uma visita ao Papa Pio XII, Armstrong com seu eterno bom humor não resistiu à tentação de fazer o santo padre dar umas risadas. No meio da entrevista, o Papa pergunta se ambos tem filhos. Louis abre um de seus famosos sorrisos largos e dispara: Não, Santidade, mas nos divertimos muito tentando. O Papa parou por alguns segundos, como se estivesse traduzindo a resposta para logo começar um esforço inútil para não rir. Quando começou a gargalhar, um cardeal presente apressou-se em levá-lo dali em sua cadeira de rodas, encerrando imediatamente a entrevista. Louis Armstrong morreu no dia 6 de julho de 1971, em New York.
FRASE DO DIA
" RIA E O MUNDO RIRÁ COM VOCÊ... CHORE, E VOCÊ ESTARÁ SOZINHO "
NÃO DEIXE DE COMENTAR, OK?
Não deixem de fazer seus comentários, e, se possível, deixem endereços de blogs pra eu visitar!
Milhões de beijos a todos que visitam este Blog.
OBRIGADA POR SER MEU AMIGO(A)
QUANDO EU SOU BOA, SOU BOA... MAS QUANDO EU SOU MÁ, SOU ÓTIMA!!!!!!!!!
GASTRONOMIA
O TRADICIONAL
SPERANZA: A PIZZARIA TEM COMO CARRO CHEFE AS DELICIOSAS MARGHERITA E NAPOLITANA. O PÃO DE LINGÜIÇA É IMPERDÍVEL.
(RUA: 13 DE MAIO, 1004,BELA VISTA, TEL. 11 288-3512)
O DESCOLADO
JUN SAKAMOTO: O AMBIENTE MODERNO DE MADEIRA E AÇO É IDEAL PARA APRECIAR AS RECEITAS TRADICIONAIS DE SUSHI.
(RUA: LISBOA,55, PINHEIROS, TEL. 11 3661-8670)
Entretenimento
Papa não apoiou filme de Mel Gibson sobre Cristo, diz assessor
Por Philip Pullella
ROMA (Reuters) - Na novidade mais recente na saga envolvendo o Vaticano e o polêmico filme de Mel Gibson sobre a morte de Jesus Cristo, o assessor mais próximo do papa João Paulo 2o desmentiu relatos segundo os quais o pontífice teria elogiado a precisão bíblica do trabalho.
O arcebispo Stanislaw Dziwisz, há anos o secretário particular do papa, disse à agência de notícias Catholic News Service na segunda-feira: "O Santo Padre não revelou a ninguém sua opinião sobre esse filme."
Nas últimas sete semanas, grandes organizações de mídia internacionais publicaram matérias baseadas em fontes da Igreja que teriam dito que o papa gostou do filme e falou a assessores que é um retrato preciso dos relatos bíblicos sobre as últimas horas na vida de Cristo.
"The Passion of the Christ" é baseado sobre narrativas dos Evangelhos e é falado exclusivamente em latim, hebraico e aramaico, as línguas vernáculas faladas na antiguidade palestina. O filme vai estrear em 25 de fevereiro.
O longa-metragem, que cobre as últimas 12 horas na vida de Jesus, virou alvo de críticas de alguns grupos judaicos que temem que sua história possa fomentar anti-semitismo, na medida em que ela mostra as autoridades judaicas como as grandes responsáveis pela morte de Cristo.
Dziwisz divulgou o desmentido após semanas de relatos dizendo que o papa, depois de assistir ao filme, teria dito a seus assessores: "É como foi".
Dziwisz disse à Catholic News Servie: "O Santo Padre assistiu ao filme em particular em seu apartamento, mas não fez declaração alguma a ninguém. Ele não faz avaliações desse tipo sobre obras de arte. Ele deixa isso a cargo de outros, aos especialistas."
Os defensores do filme viram a declaração atribuída ao papa como ratificação da exatidão bíblica do filme, mas alguns judeus temem que ele possa prejudicar as relações entre católicos e judeus.
No domingo, o colunista do The New York Times Frank Rich, que é judeu, acusou os produtores do filme de "incluir o papa numa campanha publicitária para vender um filme".
No último mês, porta-vozes do Vaticano se negaram várias vezes a confirmar ou desmentir os diversos relatos.
Alguns grupos católicos e de outros setores cristãos defenderam o filme, dizendo que ele adere aos relatos da crucifixão feitos no Novo Testamento.
O longa-metragem já foi exibido para uma platéia seleta de autoridades católicas em várias sessões fechadas, nas últimas semanas.
Muitos representantes do Vaticano já viram o filme inteiro ou parte dele e rejeitaram a acusação de anti-semitismo.
O cardeal Dario Castrillon Hoyos, chefe do departamento do Vaticano responsável pelos sacerdotes, disse em setembro: "Eu ficaria feliz em trocar algumas das homilias que já fiz sobre a paixão de Cristo por apenas algumas cenas desse filme."
Consta que Mel Gibson teria gasto entre 20 e 25 milhões de dólares de seu próprio bolso para fazer o filme, mas, apesar de sua condição de ganhador do Oscar e grande atração nas bilheterias, os maiores estúdios de Hollywood não quiseram distribuir o filme, temendo a polêmica que o envolve.
Gibson faz parte de um grupo católico tradicionalista que rejeita algumas das reformas promulgadas pelo Concílio Vaticano Segundo e ainda adere à missa ao estilo antigo, rezada em latim.
Entre nesse jogo divertido e cheque como vai seu humor, como fazer para mantê-lo bom ou para transformá-lo usando o poder das cores, das muitas espécies de flores e dos aromas.
Use esses papéis de parede para manter o astral em alta!
Alamanda (clique)
Azaléia (clique)
Azul (clique)
Cactus (clique)
Camomila (clique)
Girassol (clique)
Hortênsia (clique)
Verde (clique)
Vermelho (clique)
Qual é o seu tom?
JOSÉ SARAMAGO EM : A DEMOCRACIA É UMA COMÉDIA
Madri, 19 jan (EFE).- O escritor português José Saramago defendeu hoje, segunda-feira, a necessidade de "voltar à filosofia e à reflexão" para corrigir uma situação na qual a democracia é "uma comédia" e na qual nossa maior tragédia é "não saber o que fazer com a vida".
Saramago expressou esta idéia na abertura do curso "Literatura e poder. Luzes e sombras", na Universidade Carlos III, em Madri, em uma palestra que se converteu em um bate-papo informal com os estudantes e na qual o autor reiterou suas críticas à forma com que a sociedade de hoje vive a democracia.
Na opinião do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, o retorno à filosofia é uma necessidade "urgente" desde o momento em que "usamos nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada", pensando só "o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar".
"Todos os dias uma comédia vergonhosa que se chama democracia é encenada", onde "pode-se debater de tudo, menos a democracia" e cuja falsidade está em que "o poder econômico é o mesmo que o poder político".
O único antídoto para o mau funcionamento da democracia é, para o escritor, "uma sociedade crítica que não se limite a aceitar as coisas pelo que elas parecem ser e depois não são, mas se faça perguntas e diga não sempre que for preciso dizer não".
"Por que, para que e, a mais importante, para quem", são as três perguntas fundamentais que deveríamos fazer "ao primeiro-ministro, ao professor, ao pai, ao filho", quase "a propósito de tudo o que ocorre, mas isso dá um pouco de trabalho", disse o escritor.
Saramago criticou o presidente dos Estados Unidos, George W.
Bush, e definiu como uma "tragédia" que "estejamos em suas mãos".
Também lamentou que não exista "a privacidade, a intimidade", e que "o 'grande irmão' de (George) Orwell esteja aí: é o satélite que sabe que este que corre nesse instante por essa rua é Saramago" Sobre a literatura, o autor disse também que o romance -"o qual não se deve alimentar nunca com os fatos da própria vida do escritor, mas só da experiência"-, deixou de ser "um gênero" para converter-se em "um espaço" literário ao qual conviria abrir-se à reflexão em matéria da arte, filosofia e o ensaio, entre outros terrenos.
Seguindo o espírito do título do curso, "Literatura e poder", o autor português disse que toda a sua obra "são reflexões, não sobre um poder determinado, mas sobre a raiz de tudo isso", porque "não vale a pena dizer ao leitor o que já sabe", mas levantar algo que não tinha trazido ainda à consciência.
Sobre seu próximo livro, "Ensaio sobre a lucidez", que se segue ao "Ensaio sobre a cegueira", disse que pode considerá-lo"uma espécie de testamento", pois "é o que tinha a dizer".
Esta nova obra, que será lançada em março em Portugal, contém uma visão pessimista e é uma reflexão sobre o sistema democrático pela via do romance.
"Tem algo de romance, algo de fábula, de sátira e de tragédia, e espero que possa revolver a consciência dos meus leitores", afirmou Saramago.
GASTRONOMIA
O HISTÓRICO
BAR BRAHMA : ALÉM DOS PRATOS TIPICAMENTE PAULISTANOS, A CASA CONTA COM A TRILHA SONORA DOS DEMÔNIOS DA GAROA, NOS ALMOÇOS DE DOMINGO, COM UM TOUR PELAS RUAS DO CENTRO HISTÓRICO
(AV. SÃO JOÃO,677 CENTRO, TEL.11 3333-0855)
O LUXUOSO
LAURENT: O REQUINTE É A PALAVRA CHAVE NESTE ÍCONE DA CULINÁRIA FRANCESA. UMA SUGESTÃO É A TELHA DE COCO COM BACURI AO CHOCOLATE BRANCO E BAUNILHA
(AL. LORENA,1899, JARDINS, TEL. 11 3062-1452)
ESPECIAL - Porque as mulheres gastam
EM BREVE, OS MOTIVOS...
MÚSICA
MEET ME HALF WAY - Kenny Loggins
< Encontre-me no meio do caminho >
(K. Loggins) (Falcão - O campeão dos campeões - Over the Top 1987)
--------------------------------------------------------------------
In a lifetime
> Numa vida
Made of memories
> feita de lembranças,
I believe in destiny
> eu acredito no destino.
Every moment returns again in time
> Cada momento retorna com o tempo.
When I've got the future on my mind
> Quando eu tiver o futuro em minha mente,
Know that you'll be the only one
> saiba que você será a única.
CHORUS:
Meet me halfway
> Encontre-me na metade do caminho
Across the sky
> através do céu.
Out where the world belongs
> Lá onde o mundo pertence
to only you and I
> apenas a mim e a você.
Meet me halfway
> Encontre-me no meio do caminho
Across the sky
> através do céu
Make this a new beginning of another life.
> Faça deste um novo começo de outra vida.
In a lifetime
> Numa vida,
There is only love
> há apenas amor
Reaching for the lonely one
> tentando alcançar o solitário.
We are stronger when we are given love
> Somos mais fortes quando nos dão amor.
When we put emotions on the line
> Quando pomos as emoções nos trilhos
Know that we are the timeless ones
> saiba que somos eternos.
REPEAT CHORUS
GASTRONOMIA
Pratos Leves no Outback
A estação mais badalada do ano pede uma alimentação variada e refrescante, com direito à folhas e legumes em abundância, grelhados e frutos do mar. Os restaurantes investem em pratos leves e caprichados. Além das Costeletas e Carnes Nobres, a casa oferece combinações de saladas com grelhados. Um dos destaques do cardápio é a Kalbarri Caesar Salad (R$26). Outras opções são a Chook-N-Caesar Salad (R$24,50), a Brisbane Caesar Salad (R$27,50) e a Queensland Salad, com peito de frango grelhado em cortes, coberto com nozes e molho à escolha (R$24,50).
Chris de Burgh - So beautiful
Aqui, você aprende a letra e curte a tradução!
So beautiful
Tão linda
I'm lying here tonight Estou deitado aqui esta noite
Thinking of the days we had Pensando nos dias que tivemos
Wondering if the world Imagino se o mundo estaria
Would be so beautiful Tão lindo assim
If I had not looked into your eyes Se por acaso não tivesse olhado em teus olhos
How did you know... Como é que você sabia...
That I've been waiting? Que eu estava esperando você?
Never knew the world would be Jamais pensei que o mundo estaria
So beautiful at all Tão bonito assim
I'm spending all the days Estou passando todos os dias
Dreaming of the nights we've had Sonhando com as noites que tivemos
I never knew that love would be a miracle Eu nunca imaginei que o amor seria um milagre
When I think of all the ones before Quando eu penso em todos os amores que já tive
But now that I've found you I am flying Mas agora que te encontrei, me sinto voando
I never knew that love would be Eu jamais pensei que o amor seria
So beautiful to me Assim tão lindo para mim
I never knew that love would be Eu jamais pensei que o amor seria
So beautiful to me Assim tão lindo para mim
And then we danced to the rhythm E então seguimos nossas vidas
That is burning like a flame Vidas ardentes como uma chama
And when you touch me E quando você toca em mim
I can hardly move Eu mal posso me mover
You take my breath away Você me deixa sem fôlego
You give me all that I want to feel Você me dá tudo que eu quero sentir
When we become as one E quando nos tornarmos um só
And then you take me Você me leva
To the heaven of your heart Ao paraíso de seu coração
Did nobody ever tell you Ninguém nunca te disse
You're the best thing that has ever been? Que você é a melhor coisa que já existiu?
You are... Você é...
So beautiful Tão linda
So beautiful Tão linda
I'm standing here tonight Estou parado aqui esta noite
Thinking of the times we'll have Pensando nos momentos que teremos
I never knew you would be so beautiful Eu jamais pensei que você seria tão linda
From the day you came into my life Desde o dia que entrou em minha vida
I just want to say you make me happy Eu só quero te dizer o quanto você me faz feliz
Never knew that you would be Nunca pensei que você seria assim
So beautiful to me Tão linda para mim
I never knew that you would be Nunca pensei que você seria assim
So beautiful to me Tão linda para mim
To me... Para mim...
cont. O Ministério da Cultura já está tomando medidas importantes nesse sentido, como a liberação de recursos para divulgação de filmes independentes, a incorporação da Ancine (Agência Nacional de Cinema) e o controle sobre os patrocínios das estatais. E alguns produtores vêm conversando sobre a formação de distribuidoras independentes, para fazer frente às majors americanas.
Mas até agora nenhuma outra rede de televisão demonstrou interesse em investir no cinema nacional. Seria fundamental que elas se tornassem como co-produtoras ao menos nas áreas de divulgação e marketing dos filmes brasileiros. Para criar não uma competição real, mas ao menos uma alternativa à Globo Filmes.
Por mais dolorosa que seja a hipótese de isso levar a produções protagonizadas pelo Ratinho ou pela Luciana Gimenez, o cinema brasileiro precisa de um SBT Filmes, de uma Rede TV Filmes e assim por diante. Algumas dessas empresas já têm know-how suficiente para começar no novo ramo. A equipe do programa do Gugu, por exemplo, demonstrou grande talento para a ficção na entrevista com os falsos integrantes do PCC. O cinema nacional não pode prescindir de pessoas com tamanha imaginação.
cont. Alguns dos filmes mais venerados pelos críticos brasileiros – e mais premiados nos principais festivais do mundo - tiveram público bastante modesto, entre 8 mil e 18 mil espectadores. Exemplos: “O Dia do Perdão” e “Kedma”, do israelense Amos Gitai; “Dez”, do iraniano Abbas Kiarostami; “O Filho”, dos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne; e “Bicicletas de Pequim”, do chinês Xiaoshuai Wang.
A principal hipótese que se pode criar a partir desse ranking é a do divórcio entre a opinião da crítica e o gosto do público no Brasil. Grosso modo, nos Estados Unidos os críticos reproduzem o senso comum do espectador; na Europa, eles se esforçam para formá-lo; aqui, existe um abismo entre os dois lados que parece muitas vezes instransponível.
Outra indicação disso é a trinca de filmes que encabeça o ranking: “Chicago”, “O Pianista” e “As Horas”, com mais de 500 mil espectadores cada. Os três foram fartamente premiados no último Oscar, demonstrando que a máquina de marketing dos estúdios americanos é mais influente que a crítica local.
Mas há também casos em que os críticos ajudaram a chamar atenção para produções importantes. Os filmes da série “Contos das Quatro Estações”, de Eric Rohmer, alcançaram quase 120 mil espectadores, número nada desprezível se levarmos em conta que o cinema do francês é tão pouco “espetacular” na superfície.
Outro desses casos foi “A Arca Russa”, de Aleksandr Sokurov, que chegou à respeitável marca de 38 mil espectadores, apesar de ser um filme cuja ambição técnica e artística exige muito do espectador. Mas a verdade é que ainda são poucas exceções.
Se há algo que um crítico de cinema pode desejar a seus leitores no final do ano, é que 2004 seja um ano repleto de filmes relevantes. E que esses não passem despercebidos.
Os filmes que (quase) ninguém viu
26.12.2003 |Parafraseando o “Poema em Linha Reta”, de Álvaro de Campos, muita gente já conhece os “campeões em tudo” do cinema em 2003. Mas quem sabe quais filmes levaram porrada nas bilheterias brasileiras este ano?
Como nos Estados Unidos, a divulgação dos filmes Top 10 está virando mania no Brasil. Assim, boa parte do meio cinematográfico sabe que os maiores sucessos do ano são “Todo Poderoso” (5,4 milhões de espectadores), “Matrix Revolutions” (5,1 milhões), “Procurando Nemo” (4,9 milhões) e o brasileiro “Carandiru” (4,7 milhões).
E quanto ao “Bottom 10”? Não existe uma lista tão precisa sobre as produções com menor público do ano. Mas um ranking dos chamados “filmes de arte” lançados no país em 2003 pode ajudar a revelar quais são os títulos que (quase) ninguém viu. Preparado pela empresa Filme B, principal fonte de dados sobre o cinema no país, a relação de 70 filmes cobre o período de janeiro a outubro e não inclui produções brasileiras.
A importância do ranking não é sacramentar perdedores. Já que, para determinar o fracasso de um filme, é preciso levar em conta vários fatores: orçamento, a participação de estrelas e até mesmo as intenções do diretor. Em outras palavras, não dá para comparar o público de uma grande produção hollywoodiana com um pequeno filme iraniano.
Mas o ranking pode dar pistas sobre o comportamento do público do filme de arte no Brasil. E, nesse sentido, a lista traz algumas revelações surpreendentes. Nos últimos lugares, figuravam “Noites de Lua Cheia” e “Pauline na Praia”, dois filmes antigos do francês Eric Rohmer. Mas ambos estavam apenas iniciando sua carreira comercial na época do levantamento. E, portanto, não devem ser levados em conta.
Assim, é possível dizer que o filme menos visto nos primeiros dez meses do ano no Brasil foi “A Experiência”, suspense do alemão Olivier Hirschbiegel, com 3.953 espectadores – mais de mil vezes menos do que “O Senhor dos Anéis 2”.
O filme é um drama baseado em fatos reais, sobre um experimento behaviorista da Alemanha dos anos 70, em que um grupo de 20 homens foi dividido entre “presos” e “guardas”, para investigar o comportamento agressivo em um presídio.
Em seguida, vem a comédia francesa “Meu Pequeno Negócio”, de Pierre Jolivet, com 5.340 espectadores. Até aí, tudo normal. São filmes de diretores desconhecidos, que não fizeram grande sucesso nem mesmo em seus países de origem.
As surpresas começam daí em diante. Os três filmes seguintes foram realizados por cineastas consagrados, que já conheceram relativo sucesso no Brasil, e tiveram menos de 7 mil espectadores cada. São eles: “Bully”, do americano Larry Clark (de “Kids”), “Salomé”, do espanhol Carlos Saura (de “Carmen”), e “Baran”, do iraniano Majid Majidi (de “A Cor do Paraíso”).
TEXTO DO DIA - PAULO COELHO
Encontro na Galeria Dentsu
Três senhores, muito bem vestidos, apareceram no meu hotel em Tokyo.
- Ontem o senhor deu uma conferencia na Galeria Dentsu – disse um deles. – Eu entrei por acaso. Naquele momento o senhor dizia que nenhum encontro acontece por casualidade. Talvez fosse o momento de nos apresentarmos.
Não perguntei como haviam descoberto o hotel em que estava hospedado, não perguntei nada; se pessoas são capazes de superar estas dificuldades, merecem todo o respeito. Um dos três homens entregou-me alguns livros de caligrafia japonesa. Minha intérprete ficou excitada: o tal senhor era Kazuhito Aida, filho de um grande poeta japonês, o qual eu nunca havia escutado falar.
E foi justamente o mistério da sincronicidade dos encontros que me permitiu conhecer, ler e dividir com os leitores desta coluna um pouco do magnífico trabalho de Mitsuo Aida (1924-1998), calígrafo e poeta, cujos textos nos trazem de volta a importância da inocência:
"Se os tomates quiserem ser melões eles se transformarão em uma farsa. Muito me surpreende que tanta gente esteja ocupada em querer ser quem não é; qual a graça de transformar-se em uma farsa?"
"Você não precisa fingir que é forte não deve sempre provar que tudo está correndo bem, não pode se preocupar com o que os outros estão pensando chore se tiver necessidade é bom chorar até não sobrar nenhuma lágrima (pois só então poderá voltar a sorrir)"
Eu, às vezes, assisto pela TV as inaugurações de túneis e pontes. Eis o que normalmente acontece: muitas celebridades e políticos locais se colocam em fila e, no centro, está o ministro ou o governador do lugar. Então, uma fita é cortada e, quando os diretores da obra voltam aos seus escritórios, ali encontram várias cartas de reconhecimento e admiração.
As pessoas que suaram e trabalharam por aquilo, que pegaram na picareta e na pá, que se exauriram de trabalho no verão ou ficaram ao relento no inverno para terminar a obra, jamais são vistas; parece que a melhor parte fica com aqueles que não derramaram o suor de seus rostos.
Eu quero ser sempre uma pessoa capaz de ver as faces que não são vistas – daqueles que não procuram fama nem glória, que silenciosamente cumprem o papel que lhes é destinado pela vida.
Eu quero ser capaz disso, porque as coisas mais importantes da existência, as que nos constróem, jamais mostram suas faces.
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Livros, Dança, e-mails, Telefonemas MSN - nyah40@hotmail.com