Jogadores reunidos para comercial de refrigerante                                  
 
"Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.
Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceito o que não entendemos
porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora,
pois as catedrais que nós mesmos construímos,
tememos que sejam armadilhas.
Não nos temos entregue a nós mesmos,
 pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós
 que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associações e clubes sorridentes
 onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio,de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em público do que não sorriríamos
quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia."

(Clarice Lispector) 

  Créditos: Blog: Revelações

O avesso dos ponteiros
 
Sempre chega a hora da solidão
Sempre chega a hora de arrumar o armário
Sempre chega a hora do poeta a plêiade
Sempre chega a hora em que o camelo tem sede
O tempo passa e engraxa a gastura do sapato
Na pressa a gente não nota que a lua muda de formato
Pessoas passam por mim pra pegar o metrô
Confundo a vida ser um longa metragem
O diretor segue o seu destino de cortar as cenas
E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos
E já não vai ao cinema

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

Penso quando você partiu assim sem olhar pra trás
Como um navio que vai ao longe e já nem se lembra do cais
Os carros na minha frente vão indo e nunca sei pra onde
Será que é lá que você se esconde?

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

A idade aponta na falha dos cabelos
Outro mês aponta na folha do calendário
As senhora vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diário
O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim
Que nada tem fim

(Ana Carolina)

Créditos: Blog: Revelações

 



Encostar na tua
(Ana Carolina)
 

Encostar na tua

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino

Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chamar meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua...

E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
E saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo

Eu só quero saber em que rua
Minha vida vai encostar na tua...

(Ana Carolina)

 
LUA ADVERSA

Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Créditos: Blog: blá blá blá S.A

 

   Galera!!!!!! fico cada vez mais contente toda vez que abro meu bloguinho... as visitas estão aumentando e isso é bom!!! é sinal que a galera está gostando e isso me deixa radiante

    Bom, mas na verdade, eu quero mesmo é agradecer e mandar muitos beijos a todos que deixaram seus comentários, que aliás, foram ótimos!!!!!

    Então......... BRIGADÃO!!!!!!!!!!!!  ADORO VOCÊS!

PAULO COELHO
A porta de entrada

Não adianta pedir explicações sobre Deus; pode-se escutar palavras bonitas, mas, no fundo, são frases vazias. Da mesma maneira que você pode ler toda uma enciclopédia sobre o amor, e não saber o que é amar.

Ninguém jamais vai conseguir provar que Deus existe, ou que não existe. Existem certas coisas na vida que foram feitas para serem experimentadas - jamais explicadas.

O amor é uma destas coisas. Deus - que é amor - é outra. A fé é uma experiência infantil - naquele sentido mágico que Jesus nos ensinou: "é das crianças o Reino dos Céus”.

Deus nunca vai entrar por sua cabeça - a porta que Ele usa é o seu coração.


Boa tarde! mais um dia de muitas curiosidades....fiquei muito feliz de ter mais um amigo,(ainda que no mundo virtual) o CHRIS, andei confiscando algumas coisas do blog dele e não dei os devidos créditos.... que feio!!!!!!mas, como sou uma garota que sei me corrigir, estou me redimindo e fazendo as devidas considerações...valeu CHRIS!!!!!! estou adorando sua passagem por aqui! visitei o seu agora pouco e agradeço pelos créditos ao meu blog  quando precisar, fique a vonts...  quem quiser visitar o blog do meu mais novo amigo, o endereço é: http://zclub.zip.net

Bom, elogios a parte, hoje estou com uma preguiça que não está mais cabendo em mim; minha amiga me chamou pra sair, mas não estou com a menor vontade.Acabei de conhecer o Marco Antônio pelo messenger, ele parece ser uma pessoa legal; estou adorando o blog, pq tenho feito muitas amizades e acho isso muuuuuuito bom!

Povo....então é isso aí, eu vou acrescentando mais algumas coisas aqui e aproveitem bastante, pq hoje é sexta e sexta é dia de balada.

jazz.gif (55575 bytes)  Deixe-me contar como tudo começou. Descobri o UOL blog meio que por acaso, se bem que,acasos não existem, mas, eu estava procurando não lembro bem o quê, e caí no blog do Marcelo Tas, aliás, diga-se de passagem, um homem de uma inteligência invejável. Foi então que lendo uma matéria sobre o presidente Bush,neste mesmo blog, olhei de relance no canto superior do lado esquerdo e me deparei com uma chamada do UOL, para criação do mesmo; eu, como não sou boba nem nada, mais que depressa corri e fui verificar do que se tratava; na realidade, eu tinha uma idéia fixa de ter algo do tipo, fiz até um site tbm, mas não dou importância a ele; e, eis que surgiu a luz!!!!! assim, caiu nas minhas mãos, essa coisa maravilhosa que é postar todos os dias pra vcs, incluindo sempre coisas que interessem ou não, mas que de alguma forma,faça diferença.

Então é isso, foi assim que nasceu o Nanda's Blog, passando por três templates, até chegar ao atual; é possível que eu mude novamente, mas isso é mais pra frente.

Luíza (Tom Jobim) 

Lua, espada nua, bóia no céu imensa e amarela
        Tão redonda lua, como flutua
     Vem navegando o azul do firmamento e no silêncio lento
       Um trovador cheio de estrelas
        Escuta agora a canção que eu fiz pra te esquecer, Luíza
                         Eu sou apenas um pobre amador, apaixonado
      Um aprendiz do teu amor
        Acorda amor, que eu sei que embaixo dessa neve mora um coração
     Vem cá, Luíza, me dá tua mão
        Que o teu desejo é sempre o meu desejo
         Vem, me exorciza, dá-me tua boca
          E a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos
 Como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores
            Revelando então os sete mil amores
                 Que eu guardei somente pra te dar, Luíza
Luíza, Luíza, Luíza

Kiss Of Life

There must have been an angel by my side
Something heavenly led me to you
Look at the sky
It's the color of love
There must have been an angel by my side
Something heavenly came down from above
He led me to you
He led me to you 

He built a bridge to your heart
All the way
How many tons of love inside
I can't say 

When I was led to you
I knew you were the one for me
I swear the whole world could feel my heartbeat
When I lay eyes on you
Ay ay ay
You wrapped me up in
The color of love 

You gave me the kiss of life
Kiss of Life
You gave me the kiss that's like
The kiss of life 

Wasn't it clear from the start
Look the sky is full of love
Yeah the sky is full of love
He built a bridge to your heart
All the way
How many tons of love inside
I can't say 

You gave me the kiss of life
Kiss of Life
You gave me the kiss that's like
The kiss of life 

You gave me the kiss of life
Kiss of Life
You gave me the kiss that's like
The kiss of life 

You gave me the kiss of life
Kiss of Life
You gave me the kiss that's like
The kiss of life 

You wrapped me up in the color of love
Must have been an angel come down from above
Giving me love yeah
Giving me love yeah 

You gave me the kiss of life
Kiss of Life
You gave me the kiss of life
The kiss of life 

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem;

Você só não esquece a outra pessoa, como pensa muito mais nela...

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...

Um dia percebemos que o comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom...

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...

Um dia saberemos a importância da frase: “Tu te tornas responsável pelo que cativas...”

Um dia perceberemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...

Um dia perceberemos como aquele alguém faz falta, mas aí, já é tarde demais...

Enfim... um dia descobriremos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras.

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

 

Mário Quintana


   
 

"Sujeito homem/ Eu tô com o microfone/ é tudo no meu nome" (Rappin Hood)

Vou começar a escrever a coluna. Por onde? Fuço na Net, ferramentazinha amiga nas horas de desespero. A fartura de assuntos consegue confundir mais. Sempre quis escrever uma coluna. Desde a faculdade de Jornalismo. Por quê? Vontade de falar sobre o que acontece no mundo, no Brasil, no bairro, no quarteirão. Chamar tudo para o meu nome, como diz Rappin´Hood, grande nome do rap nacional.

Dividir é um dos princípios básicos dessa idéia. A minha opinião, a opinião de quem vai ler, não gostar e escrever para reclamar. De quem vai achar mééédio e achar um tédio essa história. De quem vai ler e gostar - se Deus quiser. O fato é que tudo parece acontecer e/ou desmoronar na cabeça de quem vive no século da informação - ou da falta de. Fala-se de tudo. Precisa-se saber de tudo. Consome-se muito. Seleciona-se pouco. Faz-se menos ainda com isso.

Opinião para dar todo mundo tem. Eu também. Sobre a ajuda que a Nasa pediu para achar os restos da Columbia ou os milhões nas ruas do mundo contra a guerra. Sobre o fato do Risco Brasil encarecer a taxa de energia ou os grampos telefônicos na Bahia . Sobre Cidade De Deus não ter sido indicado ao Oscar e o Caetano sim. Sobre fitas raras dos Beatles encontradas na Austrália ou declarações polêmicas que Michael Jackson na sua última entrevista (que vai passar logo no Brasil, não dá para perder o último show do grande freak!). Sobre o Skol Beats e o Abril pro Rock. Sobre quem deve ir para o próximo paredão e o penteado que determinado ator fez para viver um personagem na novela. Sobre a demora das mulheres para se arrumar e as piadas ruins que fazem um homem gargalhar.

Então fica combinado. Esse é um espaço marcado para falar do reforço de segurança que Angra I e II devem receber do governo (pensar em desligar que seria bom...), sobre os prêmios do Festival de Berlim, as músicas que tocam no seu celular, e a primeira máquina de corte de disco de acetato que o Brasil vai ganhar (com isso pode-se até, um dia, retomar a produção de discos de vinil). Se der tempo e linha, sobra um pouco para tentar descobrir se o seu amor é um cafajeste ou se a sua namorada é psicótica.
Assim, discutindo, dividindo, fica mais fácil sobreviver à tanta informação.

 

             Créditos: Coluna da Renata Simões/ site: Luciano Huck

05: More Than This - Charlie Hunter Featuring Norah Jone
banda larga
modem
MORAR NA METRÓPOLE

Olhares sobre a cidade

Os cinco projetos finalistas deste concurso propõem novas formas de ocupação residencial de uma área na Barra Funda, bairro central de São Paulo.

Projeto de Igor Macedo de Araújo e Débora Vieira Mendes de Oliveira

Veja todos os projetos

A casa da era digital, com suas vertentes tecnológicas e ambientais, permeia o projeto Morar na Metrópole desde seu lançamento, durante a comemoração dos 15 anos de Arquitetura & Construção, em 2002. Com o concurso, criado no ano passado, a discussão ganhou mais um componente: a questão urbanística. Como ocupar um terreno de 9,1 mil m² da Barra Funda, região, antes marcada por fábricas e galpões, que está mudando de perfil? O resultado do desafio, apresentado a estudantes de arquitetura e a jovens arquitetos, foi o nosso presente para os 450 anos de São Paulo, festejados em janeiro. Os cinco finalistas fizeram parte de uma exposição. Na segunda etapa do concurso, os autores destes projetos detalharão suas idéias, orientados por arquitetos que já participaram do Morar na Metrópole. O vencedor será conhecido em setembro de 2004, no aniversário da revista.

Conheça os projetos

"Il est beaucoup plus facile pour un philosophe d'expliquer
un nouveau concept à un autre philosophe qu'à un enfant.
Pourquoi? Parce que l'enfant pose les vraies questions."
(Jean Paul Sartre - Le monde/Octobre 1971)


Tradução:"É muito mais fácil para um filósofo explicar
um novo conceito
a outro filósofo do que a uma criança.
P
or quê? Porque a criança faz os verdadeiros questionamentos."

Tragédia de Paixão
Estilo telúrico (à maneira de Raquel de Queiroz) – Millôr 1949

O caso triste deu-se por estas bandas - ela magrinha e jeitosa ia passando pelo caminho do Quixadá levando no braço a cesta de baba-de-moça e de pudim de coco que a mãe fizera para a vó quando o tipo forte, grosso, simpático, saltou dos matos e interrompeu-a: "Onde é que tu vai com esse chapeuzinho tão vermelhinho na cabeça?" Ela ficou de medo rija, mas ao mesmo tempo achava o moço simpático, disse que ia ali mesmo levar uns negócios pra vó, ele perguntou aonde, disse se não podia acompanhá-la. Ela se fez de rogada, abanou que não.

Mas o tipo era sabido, conhecia a redondeza, atravessou a ribeira, pulou o cercado, arrodeou o açude, afastou os porcos na engorda por trás da casa do Chico Vira-Mão e foi desembestar suarento e resfolegante na casa da avó da Cabecinha Encarnada. Só teve mesmo tempo de matar a velha, enterrar embaixo da banheira e se deitar na cama que já as batidas fracas na porta diziam que a mocinha estava ali. Diz que ela entrou, botou os doces em cima do baú e foi dar uma palavra com a vó que há muito não via. Estranhou e perguntou: "Vovó, por que a senhora está com orelhas tão grandes?" A vó respondeu que estava ficando velha, que orelha de gente velha vai mesmo crescendo, depois explicou a ela que seu nariz estava assim porque ela tinha pegado um golpe de ar e, na hora em que a mocinha perguntou por que aqueles dentões tão enormes, o tipão já não deixou nem ela ter tempo de falar mais nada, tapou-lhe a boca, puxou uma peixeira e tome facada.

Foi preso, está esperando condenação. Aos jornalistas diz que não se arrepende, que tinha amor, depois teve o amor transformado em ódio e que prefere ver ela morta que com cara de nojo pra ele. Diz que prisão por prisão prefere mesmo essa, que homem foi feito pra sofrer duro mas não para penar de mulher viva.

 
 

 

    Como diria Millôr, opinião pública é a opinião que se publica

E, enquanto isso, sinuosamente,
as eleições se aproximam

 por Millôr Fernandes

Rua tal, praça por aí assim, número sem, apartamento de cima, não sei onde.

Onde foi que eu nasci, e há quanto tempo? Os moços da Urbanização nunca me perguntaram, ao derrubarem o Catumbi, o morro do Castelo, o morro de Santo Antônio, tantos morros aterrando tantos mares, o Rio é uma longa história de morros aterrando mares e lagoas. Ah, já me lembro - nasci no Meyer, antigo bairro do outrora Rio, mas nada me doeu tanto como uma madrugada em que entrei no túnel Santa Bárbara esperando sair naquele universo eterno do Catumbi - centro do mundo - e o Catumbi tinha literalmente desaparecido, destruído por uma guerra que não destruiu Colônia, nem Chartres, nem Praga, nem Nantes, nem Tora Bora, por falar nisso.

A luta jurídica para desapropriação das casas do Catumbi levou anos, mas luta jurídica não se vê nas ruas, não tapa o sol, não expulsa o cidadão de sua cidadania. Enquanto está nos foros. Mas quando a luta jurídica terminou - o Estado sempre ganha, o cidadão sempre perde, a justiça é cega mas tem muito tato - os moços botaram logo seus tratores na rua - a tecnologia de hoje compensa com sua rapidez todas as demoras burocráticas - e em meia hora destruíram o verdadeiro coração da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, transformando o Catumbi em mais um viaduto, como transformaram a maravilhosa Paulo de Frontin em mais um viaduto, mais um cemitério, mais

uma faixa de asfalto, mais um nada clorótico, mais uma passagem, o nome já diz, lugar para onde ninguém vai, de onde ninguém é, onde ninguém jamais estará - passa. Há quanto tempo começou isso, meu Deus? Há mais de trinta guerras, todas sangrentas, as últimas mais divertidas porque já nos acostumamos e tem o ''Jornal das oito''. Que nome tinha eu, então? Acho que nasci um João qualquer, numa tarde de agosto ou num dia de maio, que me importa agora? Já me esqueci mesmo.

Os cheiros já mudaram - todos - de lugar e o Largo do Machado eu já nem sei mais onde foi, com o cinema São Luís também jogado nos espaços infinitos das deslembranças, a terra em volta calcinada e salgada para não se parecer com nada do que era antes, e ''para que ali nada mais cresça''. Eu conheço bem mais a escada que sobe da praça d'Espanha e vai dar lá em cima, em Trinitá dei Monti, em Roma. Aqui, o tráfego foi todo remanejado, se é assim que se diz, e a todo momento se vai para onde não se quer, evitando-se as cidades pequenas e os seres humanos até lhes esquecer a forma e o contacto.

E sempre nos respondem, com arrogância: ''Para que Sete Quedas, céus, seis não lhes bastam?'' E eu me pergunto, atônito: ''Onde vive, onde mora essa canalha?''. Certo não é aqui, ou não teria tal ânsia destrutiva. Há um espelho em que eu não me reconheço. E depois não querem violência. Como, se o cidadão brasileiro - aqui representado pelo carioca, perdeu a identidade até do botequim da esquina? Não é mesmo, Jaguar?

Cenas Cariocas

 por Millôr Fernandes

Como já é comum em frente à nossa porta - e também em frente e atrás da porta de todos os mortais vivos desta cidade - ontem de manhã havia por aqui uma senhora de aspecto ainda muito aproveitável, aproveitamento esse não sendo mais possível pelo fato dela se encontrar em decúbito dorsal de costas e profundamente falecida. Essa pessoa cadavérica, à primeira vista, não dava maior demonstração de ter chegado a esse definitivo estado através de meios próprios e pessoais, como a suicidagem, ou de que havia esticado na via pública auxiliada por terceiros, donde o desencarnamento seria crime e o crime seria doloso, além de doloroso, possivelmente com excessos de criminalidade. Poder-se-ia também hipotecar a hipótese da senhora aqui em imortal repouso ter sido acidentalizada por automóveis, vasos ornamentais caídos de janelas, balas perdidas e subitamente encontradas lá nela,

ou humilhante escorregada em cocô de cachorro, tão abundante nesta maravilhosa metrópole.
Tudo indicava, porém, inclusive uma seta do departamento de trânsito, que a defunta assim exposta morreu mesmo porque lhe tinha chegado a hora, como acontece com todas as pessoas que abotoam dentro do período convencional de 24 horas para cada dia. Ou seja, de morte morrida e não de morte matada ou autoprovocada. Mas a única coisa realmente certa ao fecharmos esta edição é o fato da alma do corpo já não se encontrar mais no mesmo, como foi cientificamente constatado pelo técnico do Instituto Médico, legal!, que chegou pressurosamente dois dias depois. Orientado por seus cães farejadores, o constatador post-mortem, assim que defrontado com o aspecto cadavérico geral da prostrada senhora, e depois de pedir à televisão plim-plim que focalizasse bem, deu vários pontapés científicos na carcaça inerme, constatando sua definitiva mortualidade.

Quem viver, verão

 por Millôr Fernandes

O triunfo do nada, a vitória da suposição absoluta. Baseado em quê, ninguém percebe. Apoiado onde, nunca ninguém vai saber. Vê-se-o sem que exista, admite-se-o onde não está, é sem ser e só adquire aparência de existir na retórica que o circunda. E bota retórica nisso! Discute-se-o, analisa-se sua forma, cor e conteúdo, seu efeito e estilo. Estética da antimatéria, buraco negro (êpa!) da convenção moral, tamanho sem aferição possível, esotérico no intuito, holográfico no uso, é um máximo de razão num supremo de abstração. Seu intuito é simbólico, sua utilidade diáfana, sua necessidade, porém, absoluta.

Sem ele seria o caos (ei,ei,ei!) definitivo. Pois é a derradeira medida antes da não medida. Padrão moral, portanto, irrecusável. A metade do ano passado, quando já era menos da metade de si próprio, o mínimo que se supunha possível de uma coisa ou de outra qualquer coisa. Mas, sem essa ausência concretizada, sem essa negação tão visível com que se vestem as raparigas em flor neste último verão em Salvaterra, a praia de Ipanema não seria o que é, já que nunca pode ser como já foi. Estou falando, se vê, dos biquínis deste novo verão que desponta ali, por trás de ali em cima. E o Rio de Janeiro continua lindo.

   

Amor de Verdade!

Se Me Ama de Verdade
Não deixe para Mostrar este Amor depois
Pois o Depois, poderá ser tarde "Demais ".

Se Me Ama de Verdade,
Não me digas, "me preocupo com você" ...
Mas sim, esteja ao meu lado sempre,
pois juntos, dividiremos e superaremos as adversidades do dia-a-dia.

Se Me Ama de Verdade,
Não espere eu te chamar para um passeio ...
Pegue-me pelas mãos e me faça uma surpresa
Me leve para qualquer lugar,
pois por mais simples que seja o mais importante,
Será ao seu lado, sempre estar.

Se Me Ama de Verdade,
Se me sentires triste, não me digas "não fique assim" ...
Brinque, conte-me uma piada e
Tente arrancar aquele sorriso dos meus lábios,
Me fazendo esquecer, pelo menos, naquele momento,
O que estiver doendo em minha alma.

Se Me Ama de Verdade,
Não me digas
Vou tentar te ajudar no que for possível ...
Me mostre que está tentando o impossível
Pois para quem ama, o impossível é pouco,
Mas vale sempre a intenção, e jamais esquecerei que um dia,
Você pelo menos tentou.

Se Me Ama de Verdade
Não me digas, "quero te beijar" ...
Corra para os meus braços e me beije loucamente,
como somente você sabe fazer....
Como se fosse sempre a primeira vez
Em que com ele você me enlouqueceu e enlouquece

Se Me Ama de Verdade
Não me pergunte, "quer fazer amor comigo?" ...
Me arraste para e contra você, viremos um só.
Me encante com todos os seus encantos,
Me ame arrebatadouramente,
E me eleve aos céus, e depois repousaremos nas nuvens.

Se Me Ama de Verdade
Não me digas que um presente não pode me comprar,
Seja lá por que circunstância for ...
Mostre simplesmente que se lembrou, que aquela data,
Era muito importante para mim.
Pois já estar ao seu lado, é o maior presente
Que recebo de você, diariamente.

Agora, Se Me Ama de Verdade
Não me digas simplesmente "Eu Te Amo" ...
Jamais me mostre este amor apenas com palavras.
Pois as palavras, o vento as levam.
Mostre-me este amor
Com toda a sua capacidade de amar,
Com seus gestos, seus carinhos, e principalmente
Com as suas atitudes mais inesperadas
Que me surpreendem e até roubam-me algumas lágrimas
Lágrimas estas de felicidade, pois sentirei sempre em Você
Que Você Me Ama "De Verdade"

Quanto a Mim, me dê a chance de lhe mostrar
O tamanho do Meu Amor por Você,
Mas não lhe mostrarei por Simples Palavras
Me entregarei a você de Corpo e Alma
Porque Eu, Te Amo de Verdade.


Amores mal-resolvidos
 Arnaldo Jabor

 Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de dor de cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceria, parentesco e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. Tem que ser vivido em sua totalidade. É  preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-e fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor.
Usufrua-o até o fim.
Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. E se sair, corra atrás desse amor e retome a sua história vivendo seu grande amor.Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz novamente. Viva até o fim...
E quem não teve um amor mal resolvido que atire a primeira pedra!
Mas não esqueça: o importante é resolvê-lo!


Pois é, tá ficando cada vez mais difícil, colocar alguma coisa que interesse a esse público blogueiro, uma vez que, não quero mais ficar enchendo meu bloguinho de bonequinhas..... uma ou duas de vez enquando, tudo bem!

Pois bem, leitores, estava eu, passeando pelos blogs do momento e percebi que o que anda na moda agora,é contar a vida nos mesmos; bom, isso é um diário eletrônico, mas...como não tenho o que falar de mim,vou colocando outras coisas que julgo ser de alguma utilidade e até pq existem coisas mais interessantes... não que eu não seja, mas, vocês entendem né?bom, estive estes dias, visitando alguns blogs e existem realmente coisas muito chamativas neles;recomendo por exemplo, visitarem o Blog do Dionísio; há coisas bem legais que ele escreve; tem gente que já nasce com o dom, eu não nasci, mas há muitos que deveriam abandonar quaisquer outras profissões e se dedicar somente a isso; bom, sem fugir muito do assunto, mas ainda falando do Dionísio, ele tbm parece ser uma pessoa muito interessante! mas aí vcs me perguntam: pô! no seu blog e vc fazendo propaganda do cara! calma! faço propaganda de coisas e pessoas boas, e é o caso dele.

Outro blog bem interessante é o do Marcelo Rangel, DIÁRIO DE UM LOCUTOR DE RÁDIO, sem falar que ele é uma gracinha e é muito gente boa também, tem muitas coisas neste blog que se relacionam diretamente com o que ele faz... opa! eu disse muitas coisas? não tudo!!!!! e acho super legal, pq é atualizado diariamente.

Mais um blog legal, o BANHEIRO DE MENINA, aliás, recebi comentários ótimos da dona deste blog, Beijão!

E assim vai, cada dia é um novo dia e eu continuo visitando outros blogs e deixando minha opinião; mas espero e vou, de coração melhorar ainda mais este blog, pq é minha realização e quem sabe, eu ainda concorra a algum prêmio

Rubem Alves: A arte de saber ler

RUBEM ALVES
colunista da Folha de S.Paulo

Cris Bierrenbach
Ela me olhou e disse: "Encontrei um lindo poema de Fernando Pessoa". Fiquei contente, porque gosto muito de Fernando Pessoa. Aí ela disse o primeiro verso. Fiquei mais contente ainda, porque era um poema que eu conhecia. Ato contínuo, ela abriu o livro e começou a ler. Epa! Senti-me mal. As palavras estavam certas. Mas ela tropeçava, parava onde não devia, não tinha ritmo nem música. Não, aquilo não era Fernando Pessoa, embora as palavras fossem suas.

Senti o mesmo que já sentira em audições de alunos principiantes que, via de regra, são um sofrimento para os que ouvem, o maior desejo sendo que a música chegue ao fim e que a aflição termine. Percebi, então, que a arte de ler é exatamente igual à arte de tocar piano ou qualquer outro instrumento.

Como é que se aprende a gostar de piano? O gostar começa pelo ouvir. É preciso ouvir o piano bem tocado. Há dois tipos de pianistas. Alguns, raros, como Nelson Freire, já nascem com o piano dentro deles. Eles e o piano são uma coisa só. O piano é uma extensão dos seus corpos.

Outros, aos quais dou o nome de "pianeiros", são como eu, que me esforcei sem sucesso para ser pianista (consolo-me pensando que o mesmo aconteceu com Friedrich Nietzsche. Atreveu-se até mesmo a enviar algumas de suas composições ao famoso pianista Hans von Büllow, que as devolveu com o conselho de que ele deveria se dedicar à filosofia).

Diferentemente dos pianistas, que nascem com o piano dentro do corpo, os "pianeiros" têm o piano do lado de fora. Esforçam-se por pôr o piano do lado de dentro, mas é inútil. As notas se aprendem, mas isso não é o bastante. Os dedos esbarram, erram, tropeçam, e aquilo que deveria ser uma experiência de prazer se transforma numa experiência de sofrimento não só para quem ouve mas também para quem toca.

Um pianista, quando toca, não pensa nas notas. A partitura já está dentro dele. Ele se encontra num estado de "possessão". Nem pensa na técnica. A técnica ficou para trás, é um problema resolvido. Ele simplesmente "surfa" sobre as teclas seguindo o movimento das ondas. Pois é precisamente assim que se aprende o gosto pela leitura: ouvindo-se o artista —o que lê— interpretar o texto.

Não estou usando a palavra "interpretar" no sentido comum de dizer o que o autor queria dizer, mas não conseguiu, coisa que se tenta fazer nas aulas de literatura (o que é que o autor queria dizer? Ele queria dizer o que disse. Se quisesse dizer uma outra coisa, ele teria escrito essa outra coisa). Estou usando "interpretar" no sentido artístico, teatral. O "intérprete" é o possuído. É ele que faz viver —seja a partitura musical silenciosa, seja o texto teatral ou poético, silencioso na imobilidade da escrita.

Disse William Shakespeare no segundo ato de Hamlet: "Não é incrível que um ator, por uma simples ficção, um sonho apaixonado, amolde tanto a sua alma à imaginação que todo se lhe transfigura o semblante, por completo o rosto lhe empalideça, lágrimas vertam dos seus olhos, suas palavras tremam, e inteiro o seu organismo se acomode a essa mesma ficção?". Tenho a impressão de que, se os jovens não gostam de ler, é porque não tiveram a experiência de ouvir a leitura feita por um possuído.

Uma lembrança feliz que tenho do meu irmão Murilo, já encantado, era que ele lia para mim, menino, livros de aventura: "Náufragos de Bornéo", com um enorme gorila na capa, "Prisioneiros dos Pampas", com dois homens lutando à faca na capa. Isso aconteceu há 63 anos, e não esqueci. Ainda posso ouvir a sua voz possuída pela emoção. É a experiência de ouvir que nos faz querer dominar a técnica da leitura para poder penetrar na emoção do texto.

Há de se dominar a técnica da leitura da mesma forma que se domina a técnica do piano. Acontece que o domínio da técnica é cansativo e freqüentemente aborrecido.

Antigamente, o aprendiz de piano tinha de gastar horas nos monótonos exercícios de mecanismo do Hannon. Mas mesmo os grandes pianistas que já dominaram a essência da técnica têm de gastar tempo e atenção debulhando as passagens complicadas que não podem ser pensadas ao ser tocadas. Todo pianista tem de dominar os estudos de Chopin, de dificuldades técnicas transcendentais, maravilhosos.

Mas só têm paciência para suportar o aborrecimento da técnica aqueles que foram fascinados pela beleza da música. Estuda-se a técnica por amor à interpretação, que é o evento orgiástico de possessão.

Por isso eu tenho sugerido a escolas e prefeituras que promovam "concertos de leitura" para seduzir os ouvintes à beleza da leitura. Não custam nada. Uma única coisa é necessária: o artista, o intérprete...

Um concerto de leitura poderia se organizar assim: primeira parte, poemas da Adélia Prado (é impossível não gostar dela...); segunda parte, "O Afogado Mais Lindo do Mundo", conto de Gabriel García Márquez; terceira parte, haicais de Bashô. Acho que todo mundo gostaria e sairia decidido a dominar a arte da leitura.

Rubem Alves, 70, é educador e psicanalista. É autor de "Quando Eu Era Menino" (Papirus), "Lições de Feitiçaria" (Loyola) e "Ao Professor, com o Meu Carinho" (Verus).
Site: www.rubemalves.com.br

Nada como a simplicidade!!! 

- Luis Fernando Veríssimo

Quando tinha 14 anos, esperava ter uma namorada algum dia.
Quando tinha 16 anos tive uma namorada, mas não tinha paixão.
Então percebi que precisava de uma mulher apaixonada, com vontade de viver.
Na faculdade sai com uma mulher apaixonada, mas era emocional demais.
Tudo era terrível, era a rainha dos problemas, chorava
o tempo todo e ameaçava se suicidar.
Então percebi que precisava de uma mulher estável.
Quando tinha 25 encontrei uma mulher bem estável, mas chata.
Era totalmente previsível e nunca nada a excitava. A vida tornou-se tão
monótona que decidi que precisava de uma mulher mais excitante.
Aos 28 encontrei uma mulher excitante, mas não consegui acompanhá-la de
um lado para o outro sem se deter em lugar nenhum.
Fazia coisas impetuosas e paquerava com qualquer um que me fez sentir tão
miserável como feliz. O começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Então decidi buscar uma mulher com alguma ambição.
Quando cheguei nos 31, encontrei uma mulher inteligente, ambiciosa e com
os pés no chão.
Decidi me casar com ela. Era tão ambiciosa que pediu o
divórcio e ficou com tudo que eu tinha.
Hoje, com 40 anos, gosto de mulheres com bunda
grande...

E só.


 


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Quinta
26
Fevereiro
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PAULO COELHO
Aceitando a rebeldia

Em Moscou, Luiz Carlos Prestes - o mais importante líder comunistra brasileiro - preparava-se para voltar ao Brasil, depois de vários anos de exílio. Seu filho (que me contou esta história), resolveu documentar em filme a partida do pai.

Prestes proibiu-o de fazer isto. Mas, sabendo que estava diante de um acontecimento histórico importante, o filho levou o equipamento para o aeroporto e começou a registrar tudo. Em determinado momento, Prestes percebeu o que acontecia; largou os amigos que o cercavam e partiu para cima do filho.

"Eu pensei que fosse levar a maior descompostura pública da minha vida", me conta Luiz Carlos Prestes Filho. "Mas ele chegou diante de mim, olhou-me nos olhos, e disse:

- Parabéns. Você fez exatamente o que eu proibi, e isto mostra o seu valor. Espero que você mantenha sempre esta mesma firmeza com os outros."


O PEQUENO PRÍNCIPE

O Pequeno Principe1- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém, Nunca fez outra coisa senão SOMAR... O dia todo faz contas... E o dia todo repete, como tu:
EU SOU UM HOMEM SÉRIO ! EU SOU UM HOMEM SÉRIO !, e isto o faz inchar-se de orgulho. MAS ELE NÃO É UM HOMEM... É UM COGUMELO...

2- Tu Julgarás a ti MESMO. É o mais díficil. E bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros... Se consegues julgar-te bem, eis que despontou na terra um gênio, um verdadeiro sábio !!!

3- As estrelas são todas iluminadas... Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua ?

4- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa... Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma... Compram tudo prontinho nas lojas, mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se queres um amigo, cativa-me !!!
TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR TUDO AQUILO QUE CATIVAS !!!

5- O QUE TORNA BELO UM DESERTO É QUE ELE ESCONDE UM POÇO - EM ALGUM LUGAR !!!

6- Os homens se confundem loucamente nas suas ânsias, e, no entanto, não sabem o que procuram... Eles se movimentam bastante, estão sempre fazendo contas, mas, no fundo, estão sempre fazendo círculos à toa...

7- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram... E no entanto, o que eles buscam PODERIA SER ACHADO NUMA SÓ ROSA, OU NUMA GOTA D'ÁGUA...

OS OLHOS SÃO CEGOS...
É PRECISO SABER BUSCAR COM O CORAÇÃO...

8- FOI O TEMPO QUE PERDESTE COM A TUA ROSA QUE FEZ TUA ROSA TÃO IMPORTANTE !!!

-----Antoine de Saint-Exupéry-----

Charlie Chaplin

   

Ei! Sorria

Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.

Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la,
mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distância, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda!
Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.

Ei! Olhe...
Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com seu egoísmo?

Ei! Não corra.
Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe!
Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere!
Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute!
Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.

Ei! Ouça...
Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba...
Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo.
Mas não se esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.

Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.

Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro,
simplesmente porque você existe.

(Charles Chaplin)

Gilson Schwartz: A invasão dos medíocres

GILSON SCHWARTZ
colunista da Folha de S.Paulo

O cinema é a ilusão de movimento pela arte da montagem. Como desmontar ou desconstruir essas iluminações do tempo? Alguma reengenharia da mentira faz o que há de mais interessante em "As Invasões Bárbaras" ("I.B."). O título já é provocador: bárbaro é, por definição, um invasor (oposto de civilizado). "I.B." é portanto uma redundância, uma dupla negação, reincidência do que é estranho. E, como ensinava Hegel, dupla negação não é afirmação, mas superação, é ir além (e para o além).

A filosofia sempre separou o "ser" do "não ser". Alertar para uma "invasão" significa detectar a presença de um outro no meu espaço ou de um outro tempo na minha história. Penso, logo existo. O outro é o que não sou. O logos do ego é a negação do outro que me ameaça como um invasor. Mas como negar o que não é, ou seja, repudiar o outro, sem reconhecer que esse nada faz parte do meu esforço para me definir? No lugar do "penso, logo existo", surge o "nego o outro, logo persisto".

Que "outro" de mim mesmo é esse com que me deparo para sobreviver? O outro de minha vida, de todas e de cada uma das vidas, é o nada da morte. Em "I.B.", esse outro das nossas vidas surge inicialmente sob duas formas exemplares: o câncer e o ataque terrorista às torres de Nova York.

Mas, no câncer, o anulamento da vida vem de dentro da própria célula, como um inimigo interior. Há muitas "invasões bárbaras", que desfilam pelo filme provocando contradições.

Muita gente já se deixou levar por algum tipo de revelação mística, numa síntese entre o ser e o nada, num espírito ou no "fim da história". Mais comum ainda são as perversões, sínteses tortas adequadas à nossa época de embustes financeiros. "I.B." é didático ao colocar em primeiro plano essa ilusão de que o dinheiro vai resolvendo tudo, revelando e dissolvendo todas as contradições (pai-filho, amor-sexo, capital-trabalho, Ocidente-Oriente, vício-virtude, droga-sobriedade, arte-entulho, Europa-América, vida-morte). É o fetiche da moeda, ao mesmo tempo em ritmo de comédia, para quem tiver estômago (o hospital canadense do filme parece uma piada em cima do seriado norte-americano "E.R.", sitcom de Micheal Crichton).

A mediocridade intelectual típica das classes médias embevecidas por existencialismos, marxismos, liberalismos e outros "ismos", mas também dos "burrocratas" incapazes de criar e sonhar, sobrevive neste mundo à custa dessa construção de um "terror" que estaria prestes a nos invadir e destruir, criando o medo permanente de ser feliz.

"I.B." nos alerta para o fato de que não há invasão alguma, apenas a perversão de medíocres que na aparência se aquietam numa ilusão de acomodados que buscam "bons sentimentos". Na prática, não há nem terror nem revolução. Somente a inteligência dessas perversões pode abrir caminho para alguma evolução. E à questão estratégica: pode existir invasão inteligente?

Gilson Schwartz, 43, é diretor acadêmico do projeto Cidade do Conhecimento da USP.
E-mail:
schwartz@usp.br

Caminho das Pedras: Em busca da vanguarda

FABIO CYPRIANO
da Folha de S.Paulo

Há quase um século, em 1907, o jovem pintor espanhol Pablo Ruiz y Picasso, então com 26 anos, apresentava a seus amigos, em Paris, sua pintura mais recente, intitulada "Les Demoiselles d'Avignon". Segundo seu marchand na época, Daniel Henry Kahnweiler, a todos eles a obra parecia "uma coisa louca ou monstruosa".

Reprodução
O pintor espanhol Pablo Picasso

Pois foi com essa obra que Picasso revolucionou a forma de pintar, inaugurando o cubismo, um movimento que levou ao extremo o efeito dinâmico da pintura, pois conseguiu criar um aspecto tridimensional em uma tela bidimensional, além de conter tema polêmico: cinco prostitutas da rua Avignon, em Barcelona, cidade na qual Picasso viveu entre 1895 e 1900.

A obra, que inaugurou uma nova fase na história da arte, ficou cerca de dez anos sem ser exibida publicamente, mas caiu como uma bomba no círculo de artistas da capital francesa e, graças a esse ambiente fervilhante, ela não pode ser considerada um trabalho isolado.

Picasso vivia de forma definitiva em Paris, desde 1904, modestamente, junto com Fernande Olivier, sua primeira mulher. O artista era financiado pela escritora Gertrude Stein e por seu irmão Leo, colecionadores de arte e figuras centrais da intelectualidade de Paris no início do século. Foi ela, aliás, quem apresentou Picasso a Henri Matisse (1869-1954), em 1906, pintor com quem Picasso rivalizaria grande parte de sua vida.

Pois a amizade com Matisse tem, em parte, grande influência sobre a pioneira tela cubista de Picasso, já que ambos disputavam, de forma amigável e muito próxima, a quem cabia o papel de artista da vanguarda parisiense, o que permitia a ambos exercer a liberdade de pintar como regra.

Outra inspiração para "Les Demoiselles d'Avignon" foi a arte africana, que exercia grande fascínio na elite francesa no começo do século. Vários artistas, como o próprio Matisse, colecionavam objetos africanos, e especialistas em Picasso afirmam que uma visita do artista ao Museu de Etnologia de Paris, em 1907, deixou marcas no artista, especialmente as máscaras, que teriam servido de modelo para os rostos das prostitutas na tela.

Fundamental também foi a parceria entre Picasso e o pintor Georges Braque (1882-1963), que de imediato admirou a nova obra e passou a realizar pinturas em um estilo muito próximo. Mais tarde, juntos, ambos dariam uma guinada no próprio cubismo, deixando a abordagem narrativa inicial, como a imagem das prostitutas, rumo a uma preocupação mais icônica, ou seja, falando mais da própria representação, o que passou a ser denominado de cubismo sintético. Assim, cada vez mais a pintura abandonava o realismo, abrindo caminho para o abstracionismo, que surgiria logo depois.

Entretanto, Picasso (1881-1973) foi muito além do cubismo. Pintor, desenhista, ceramista, gravurista, escultor, cenógrafo, figurinista, escritor e dramaturgo, o artista passou por diversos movimentos com uma grande variedade de estilos e, com sua obsessão criativa, chegou a realizar mais de 30 mil trabalhos.

"Guernica" é considerada uma de suas mais importantes obras e uma espécie de síntese de suas idéias. O imenso painel (349 cm x 776 cm) foi uma encomenda do governo republicano espanhol para representar o país na Exposição Universal de Paris, quando a Espanha vivia a Guerra Civil. Logo após o convite, no início de 1937, a pequena cidade basca de Guernica foi bombardeada pelos alemães aliados do general Franco, tornando-se o tema da mais contundente obra de arte contra a guerra.

Na pintura, misturam-se diversas fases e temas do artista, que vão além da própria guerra. Em 1954, por ocasião das comemorações do quarto centenário de São Paulo, a 2ª Bienal de São Paulo recebeu "Guernica" com autorização do próprio Picasso.

Graças a sua diversidade e a seu espírito de vanguarda, Picasso é considerado o mais importante artista do século 20. Um espírito inquieto, que nunca se manteve preso às convenções e que, felizmente, costuma visitar São Paulo com freqüência, como agora, no parque Ibirapuera.

Fabio Cypriano, 37, é repórter da Ilustrada e doutor em comunicação e semiótica pela PUC-SP.
Leia verbetes de "A Casa da Mãe Joana 2"da Folha de S.Paulo

Leia abaixo cinco verbetes de "A Casa da Mãe Joana 2" (Campus, 272 págs., R$ 39), livro de Reinaldo Pimenta, autor do teste "Com quantas letras se faz uma palavra?". Para fazer o teste, clique aqui.

Barbeiro

O nome do profissional veio de barba + a terminação designativa de profissão -eiro.

Agora, veja os seguintes trechos extraídos do verbete "barbeiro" no dicionário Morais Silva:

"Homem que tem por ofício rapar ou aparar barbas e cortar o cabelo. Dentista, curandeiro. Havia antigamente barbeiros de lanceta, isto é, sangradores. Indivíduo que não é hábil na sua profissão."

No Brasil e em Portugal, até as primeiras décadas do século XIX, os barbeiros também praticavam odontologia e medicina, chegando até a realizar pequenas cirurgias (médico especialista era coisa de rico, de gente da corte). E aí imagine o que deve ter acontecido com os pobres clientes. Quantos dentes mal arrancados? Quantas bocas feridas? Quantas punções geradoras de infecções terríveis? Quantos quelóides? Associe a isso o fato de o ofício de barbeiro, em sentido restrito, não exigir uma especialização, mas tão-somente certa habilidade manual (com todo o respeito aos profissionais do ramo). Pronto! Não foi difícil a palavra ganhar aquela última acepção, "indivíduo que não é hábil na sua profissão". Daí também se formou barbeiragem como sinônimo de incompetência.

Já o nome do inseto é outra história.

Em abril de 1909, o jovem cientista mineiro Carlos Chagas, então com 30 anos, assim se pronunciava num comunicado:

"Saibam todos que o inseto conhecido por barbeiro ou chupão, encontrado nas casas de pau-a-pique dos sertanejos do Brasil, é portador de um parasita que causa febre, anemia, cardiopatias e aumento dos gânglios."

E todos ficaram sabendo que Chagas havia identificado o agente causador da doença, um protozoário (transmitido pelo barbeiro) que ele chamou de Trypanosoma cruzi, em homenagem ao sanitarista Oswaldo Cruz. A partir daí, foi o povo que se encarregou de outra homenagem, batizando o mal como "doença de Chagas".

O barbeiro deve seu nome popular ao fato de ele chupar o sangue da sua vítima quase sempre no rosto, enquanto ela dorme (na verdade, o barbeiro não tem uma predileção especial por rostos, é que, ao dormirmos, essa parte do corpo se acha sempre descoberta e ao inteiro dispor do vampirinho).


BINA

O identificador de chamadas telefônicas é coisa nossa, saiu do Brasil para o mundo. Foi inventado pelo mineiro Nélio José Nicolai.

O primeiro aparelho comercializado se chamou BINA 82 e foi lançado em Brasília, em 1982.

BINA foi formado de B Identifica Número A.


Caixa-preta

Na verdade, o avião tem duas caixas-pretas: uma para dados sobre o vôo e outra para comunicações da cabine. Ambas não são pretas. São laranja berrante para facilitar sua localização entre os destroços de uma aeronave.

A expressão começou a ser usada depois da Segunda Guerra Mundial, quando as caixas-pretas passaram a ser amplamente utilizadas. Mas antes disso o pessoal da força aérea britânica já chamava assim qualquer caixa contendo equipamento de navegação aérea complicado. A cor preta provavelmente foi escolhida para designar algo misterioso, secreto e também pela aliteração da expressão em inglês (black box).

O sentido se ampliou para designar qualquer sistema ou aparelho cujo mecanismo de funcionamento é incompreensível para o usuário.

Uma das grandes questões da humanidade é a seguinte: já que as caixas-pretas são indestrutíveis, por que os aviões não são feitos do mesmo material? Até que é possível. Só um probleminha: com o peso, o bicho não decola de jeito nenhum.


Caneta

Etimologicamente caneta é sinônimo de caninha, já que ambas são o diminutivo de cana. Na prática, o que as diferencia é a qualidade do discurso resultante do uso de uma ou da outra.

A versão inicial da caneta era um tubinho, uma pequena cana em cuja extremidade se ajustava uma ponta para escrever.

Agora, ao aumentativo. Cana veio do latim canna, cana, tubo, que também foi parar no italiano canna, onde recebeu o aumentativo cannone (tubo grosso, peça de artilharia), origem do nosso canhão.


Gol de placa

A palavra gol veio do inglês goal, objetivo, mas nenhuma torcida inglesa grita "Goal!" quando seu time marca um tento. Eles urram alguma coisa que, segundo os antropólogos, fica entre o "oh!" de surpresa de um lorde e o "erghflk" do homem de Neandertal. E a expressão gol de placa?

Rio de Janeiro, estádio do Maracanã, 5 de março de 1961, Torneio Rio-São Paulo, o Santos de Pelé jogava contra o Fluminense de Castilho. Aos 41 minutos do segundo tempo, o Santos vence por 1x0, quando Pelé domina a bola na meia-lua da sua área, lá atrás, na defesa. Ele levanta a cabeça e parte para o gol adversário. Passa por um, dois, três, quatro, cinco, seis adversários e toca a bola para os fundos da rede de Castilho.

Uma das testemunhas do memorável gol foi o então jovem cronista esportivo e hoje famoso colunista de economia Joelmir Beting, que voltou para São Paulo e sugeriu que seu jornal, "O Esporte", mandasse fazer uma placa de bronze que eternizasse o extraordinário lance de Pelé. A sugestão foi aceita, Joelmir encomendou a placa, pagou e não foi ressarcido até hoje. No domingo seguinte, a placa foi afixada no saguão do Maracanã e descerrada pelo próprio Pelé, com barbante e toalha de banho servindo de cortininha. Surgia a expressão gol de placa. Mais tarde, Joelmir, um craque da palavra, diria: "Nunca fiz um gol de placa, mas fiz a placa do gol".

Copyright 2003/Elsevier/Editora Campus (Reinaldo Pimenta: A Casa da Mãe Joana 2) www.campus.com.br

Gilberto Dimenstein: As lições de Cristovam Buarque

GILBERTO DIMENSTEIN
colunista da Folha de S.Paulo

O professor Cristovam Buarque passou 12 meses no Ministério da Educação e está agora tentando descobrir as lições que deveria tirar dessa tão curta quanto tumultuada experiência. Na visão dele, as lições não são boas —nem para ele nem para o país.

Criador do Bolsa-Escola e prestigiado dentro e fora do Brasil, Cristovam reconhece que a passagem pelo governo "feriu seu patrimônio de credibilidade", por ter saído acusado, entre assessores do presidente, de inoperante e, pior, porque a demissão foi feita pelo telefone. "A primeira lição: eu não imaginava que, uma vez no poder, reproduziríamos com tanta intensidade o ambiente de intrigas da corte."

Outra lição, diz ele, é ter aprendido sobre a distância que existe no PT entre as promessas e o empenho de mudar a educação brasileira. "No programa eleitoral, propúnhamos que toda criança deveria estar na escola desde os quatro anos. Quando, na condição de ministro, insisti nessa idéia, fui acusado de fanfarronice." O próprio Lula teria dito a assessores que muitas das propostas de Cristovam seriam "fanfarronices".

Essa distância se deve, para Cristovam, à "acomodação" do núcleo do poder à lógica da estabilidade econômica. "Certa vez eu disse ao Lula que o ministro da Educação deveria defender o princípio da estabilidade econômica, assim como o ministro da Fazenda deveria querer que todas as crianças estivessem na escola."

Para o senador, a maior lição, porém, é a respeito do olhar do PT sobre a educação. "Para mim, a educação é a chance de uma nova abolição. É preciso fazer disso uma mania, uma obsessão nacional. Não é o que o governo sente e eu pensei que sentia."

Mais lições ainda estão sob reflexão. Antes de assumir o Ministério da Educação, muitos advertiram Cristovam de que seria muito arriscado —o governo exigiria, naquele momento, pessoas mais pragmáticas, menos sonhadoras. Ele não acreditou, imaginava-se adequado ao cargo, o homem certo no lugar certo.

Ou não era o homem certo, ou estava no lugar errado —ou, quem sabe, as duas coisas. "Sobre essa lição, ainda vou ter de estudar", brinca.

Gilberto Dimenstein, 46, é jornalista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo e faz parte do board do programa de Direitos Humanos da Universidade de Columbia (EUA). Criou a ONG Cidade Escola Aprendiz, em São Paulo.
E-mail: gdimen@uol.com.br
25/02/2004 - 13h00

Em dois dias de exposição gratuita, 18 mil visitam "Picasso na Oca"


 
da Folha Online

Nos dois primeiros dias de exibição gratuita, a retrospectiva de obras do pintor espanhol Pablo Picasso levou mais de 18 mil pessoas ao pavilhão da Oca, no parque Ibirapuera, em São Paulo.

Na segunda-feira, cerca de 8.000 pessoas visitaram "Picasso na Oca - Uma Retrospectiva", aberta ao público no dia 28 de janeiro. Ontem, a mostra recebeu 10.200 visitantes.

A expectativa dos organizadores do evento é receber 45 mil pessoas até sexta-feira (27), último dia com entrada gratuita.

A mostra, que reúne 125 obras do acervo do Museu Picasso, de Paris, traz as primeiras pinturas do artista, feitas quando ele tinha 15 anos, além de trabalhos terminados pouco antes de sua morte.

A mostra conta ainda com esculturas, gravuras, fotografias e cerâmicas. No total, são 45 pinturas, 20 esculturas, 56 obras sobre papel e quatro cerâmicas.

A exposição, que vai até 2 de maio, está dividida em 32 módulos, de acordo com as fases pelas quais Picasso passou em sua vida e carreira.

PICASSO NA OCA - UMA RETROSPECTIVA
Quando:
terça a sexta, das 9h às 20h, sábado, domingo e feriados, das 10h às 20h (até 02/05)
Onde: parque Ibirapuera
Quanto: R$ 10; R$ 5 (meia entrada); menores de 5 anos e maiores de 65, aposentados e deficientes físicos têm entrada franca (gratuito até 27 de fevereiro)
Informações: 0/xx/11/ 5549-0449

Especial
  • Programe-se para ver a retrospectiva de Picasso na Oca
  • UMA OUTRA FOTO DOS MEUS 15 ANOS...
    PAULO COELHO
    Entendendo as conseqüências     

    O guerreiro raramente sabe o resultado de uma batalha quando esta acaba.

    O movimento da luta gerou muita energia à sua volta, e existe um momento onde tanto a vitória como a derrota ainda são possíveis.

    O tempo irá lhe dizer se venceu ou perdeu; mas ele sabe que, a partir daquele momento, não se pode fazer mais nada. O destino daquela luta está nas mãos de Deus.

    Nestes momentos, o guerreiro da luz não fica preocupado com os resultados. Examina seu coração e pergunta: "combati o Bom Combate?"

    Se a resposta é positiva, ele descansa.

    Se a resposta é negativa, ele pega a sua espada e começa a treinar de novo.


    NOTÍCIAS QUE VOCÊ GOSTARIA DE SABER, MAS QUE NÃO VÃO MUDAR SUA VIDA.... ;.)
    Buraco negro rasga estrela infeliz, come um pedaço e devolve o resto


    Da Redação

    Esses cientistas incríveis e suas descobertas maravilhosas. Um grande buraco negro rasgou uma estrela parecida com o Sol, engoliu um pedaço dela e lançou o resto na vizinhança, em um ato de gulodice cósmica flagrado por dois observatórios orbitais.

    Achou essa notícia estranha? Veja a explicação de Stefanie Komossa, líder da equipe internacional de pesquisadores que detectou o evento: "Esta estrela infeliz simplesmente saiu passeando pelo bairro errado".

    A estrela destruída provavelmente escapou de sua rota e caiu no caminho do buraco negro, segundo os astrônomos que usam o Observatório Chandra de Raios-X, da Nasa, e o Observatório XMM-Newton de Raios-X, da Agência Espacial Européia.

    Tudo isso aconteceu muito longe da Terra, na constelação de Virgem, mas pode ter implicações na nossa Via Láctea, que, como a maioria das galáxias, contém um buraco negro no seu centro.

    Para nossa felicidade, pesquisas recentes indicam que nosso Sol não está próximo o suficiente do buraco negro da Via Láctea para ser tragado por ele. Resta torcer para que ele, em um possível acesso de tristeza, não siga o caminho suicida de sua distante -e hoje falecida- amiga "estrela infeliz".

    Quer entender o que aconteceu? Leia aqui no UOL Inovação a explicação completa

    Médicos tiram 350 moedas da barriga de francês


    Da Redação

    Sempre de olho na balança, o editor do UOL Tablóide está acostumado a dietas, digamos, pouco ortodoxas. Mas nada comparado com o cardápio adotado por um francês de 62 anos.

    O referido senhor chegou ao hospital local reclamando de dores de barriga e dificuldades para comer e se movimentar. A família advertiu que ele sofria de problemas mentais e tinha mania de engolir moedas, mas a maioria já havia sido removida em lavagens estomacais.

    Um exame de raio-x revelou a presença de 350 moedas, colares, anéis e broches na barriga do paciente. O patrimônio estomacal do homem-avestruz chegava a 6 kg e foi avaliado em R$ 2 mil.

    O Ministério Tabloidiano da Saúde adverte: excesso de ferro nas refeições pode fazer mal à saúde.

    Fonte:
    Jovem Pan
    Chileno é condenado a jantar romântico com sua mulher

    Da Redação

    O crime: violência familiar.

    A sentença: jantar com a mulher e ser romântico com ela o tempo todo.

    O inusitado veredito aconteceu na cidade de Arica, no norte do Chile. O operário Armando Leiva González, 30, foi condenado por ter agredido sua mulher enquanto estava embriagado. A mulher, de 29 anos, sofreu uma contusão ocular e lesões na coxa direita e no couro cabeludo.

    Durante o julgamento oral a que foi submetido no último dia 18, Leiva González pediu desculpas públicas a sua mulher, e de joelhos, prometeu não voltar a beber nem a agredi-la. De quebra, convidou-a para jantar. A juíza do caso, Carolina Araya, gostou da idéia e decidiu "condená-lo" a sair com a mulher.

    González não poderá beber uma gota de álcool durante a refeição, que contará com um terceiro participante: um cpolicial que vigiará o comportamento do marido.

    Fonte:
    EFE

    PAULO COELHO
    A iluminação em sete dias

    Um mestre zen dizia:

    - Buda disse aos seus discípulos: quem se esforça pode alcançar a iluminação em sete dias. Se não conseguir, com certeza alcançará em sete meses, ou em sete anos.

    Entusiasmado, o jovem perguntou como conseguiria chegar à sabedoria em sete dias.

    - Concentração - foi a resposta.

    O jovem começou a praticar - mas em dez minutos já havia se distraído. Recomeçou, e de novo perdeu a concentração.

    Depois de uma semana, não havia conseguido nada de concreto, mas estava mais atento a sua ansiedade e suas fantasias. Aos poucos foi se acostumando com a idéia de que o tempo não é tão importante no caminho espiritual.

    Um belo dia, o rapaz decidiu que não era preciso chegar tão rápido a sua meta, já que o caminho estava lhe ensinando muitas coisas.

    E foi neste momento que se tornou um iluminado.

    100 Viagens de Sonho
    Viagem e Turismo - Edição 100 - 02/2004
    Por Louise Sottomaior


    No encontro do Pacífico com o Índico, a ilha em forma de golfinho 
	Foto: Louise Sottomaior

    Paraísos na Terra
    Uma ilha de fantasias
    Manukan é rodeada de corais e coberta de floresta tropical.

    Para ficar ainda mais perfeita, só faltava uma cervejinha...

    Manukan é umas das cinco ilhas do parque marinho Tunku Abdul Rahman, na costa norte de Bornéu, uma ilha no Sudeste Asiático dividida entre Malásia, Brunei e Indonésia. Apenas 1 500 metros separam uma ponta da outra da ilhota em forma de bumerangue ou de um golfinho saltando, como preferem os promotores do turismo local. Essa porçãozinha de terra paradisíaca é coberta de floresta tropical nativa e rodeada de recifes de coral e de animais que vivem ao redor deles, como peixes multicoloridos, arraias-jamanta, polvos, tartarugas, anêmonas, cavalos-marinhos e até tubarões-baleia. A diversidade marinha é assim tão grande porque Manukan é banhada pelo Mar da China, de um azul-turquesa irresistível, na junção dos oceanos Pacífico e Índico, o que permite o encontro de espécies de ambos os ecossistemas. Não é preciso mergulhar com tubo de oxigênio para admirar as belezas marítimas. Elas se exibem já nos primeiros metros depois que se pisa no mar sereno e agradável a temperatura fica entre 25 e 30 graus o ano todo. A falta de ondas e a boa visibilidade a média é de 13 metros transformam a água em palco perfeito para exploração subaquática amadora. Pelo aluguel diário de snorkel e pés-de-pato, são cobrados 3 dólares.

    Não é somente dentro dágua que a diversidade de tipos se faz presente em Manukan. Na areia, os contrastes entre costumes de diferentes regiões do planeta são sensíveis. Turistas européias, trajando seus biquínis de diversos tamanhos, dividem espaço com chinesas e japonesas, mais discretas, que preferem usar camisetões para nadar. Mais recatadas ainda, muçulmanas se cobrem na sombra. Usam seu traje típico saia comprida e, por cima, vestido até os joelhos , cobrem a cabeça e fogem do céu aberto. No Sudeste Asiático, o tom da pele é muito importante. Todos querem ter pele clara e, para isso, se cobrem de enormes quantidades de creme clareador e protetor solar. Assim, ao figurino, se adiciona a sombrinha.

    A alguns metros da areia, estão o restaurante que serve, nas mesas ou nos chalés, pratos típicos asiáticos e europeus e os próprios chalés, do Manukan Island Resort, o único da ilha. Cada casinha, feita de madeira, tem dois quartos, com varanda, sala, ar-condicionado e televisão (e precisa?). Ao fundo de cada uma delas fica o acesso a uma trilha calçada que conduz o visitante pela floresta até um mirante para admirar o pôr-do-sol sem se preocupar se vai escurecer ou não, porque a trilha é inteira iluminada.

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    Cenários de romance
    Para viver um grande amor
    Intrigante, Veneza é o destino de sonho por excelência

    O único conselho que se pode dar a quem pensa em ir a Veneza é: não vá sozinho. Nem que você seja movido por uma incontrolável fome de arte ou por um súbito interesse pelos povos da Itália. Tudo na cidade flutuante conspira. Casais de mãos dadas, ela com a cabeça no ombro dele, passeando pela Ponte dos Suspiros ou caminhando pela Piazza San Marco, a fachada dos palácios no Grande Canal, as centenas de ruazinhas, os passeios de gôndola na Ponte do Rialto (quem resiste?) e ela, a onipresente atmosfera de sonho. Convenceu-se? Se vocês ficarem hospedados no Cipriani (tel. 00_ _39/041-520-7744; diárias entre 625 a 1 700, por casal. Cc: todos), na Ilha Giudecca (a poucos minutos de barco da Piazza San Marco), não saberão se estão ou não acordados. As suítes mais charmosas e caras ficam no Palazzi, um palácio do século 15 que é anexo ao hotel. Não dá? Tente um jantar à luz de velas no restaurante do Cip. Cada prato custa em média 30 euros. E uma sobremesa como o tiramissu (vienense!) sai por 17 euros. Romântico também e bem mais em conta é o Hotel Flora (Calle Larga 22 de Marzo, tel. 00_ _39/041-520-5844; diárias por 130. Cc: todos), com café da manhã num pátio encantador.

    Viva a lua-de-mel

    CASTELOS, HOTÉIS DE LUXO, RESTAURANTES E RECANTOS CHARMOSOS, ESPECIAIS PARA UMA VIAGEM A DOIS

    ALENTEJO PORTUGAL Monsaraz está isolado no alto de um morro e suas casas brancas fazem pensar que a vila parou no século 12. Se um dia decidir voltar de lá, passe em Reguengos para comprar os tintos locais.

    BRUGES BÉLGICA Esta pequena cidade parece ter sido feita para casais: tem passeio de barco pelos canais, de carruagem pelas ruelas medievais, cafés com lareiras e restaurantes à luz de velas.

    PARIS FRANÇA Não pense duas vezes: no restaurante Lapérouse (tel. 00_ _331/4326-6804), de 1766, você soma amor e glamour. A privacidade é garantida pelas salas individuais, reservadas com antecedência.

    PRAGA REPÚBLICA TCHECA Para uma extravagância, passe a noite no Hotel Pariz (tel. 00_ _4202/2219-5195, www.hotel-pariz.cz), que completa 100 anos em 2004 e tem até suíte de lua-de-mel. Diárias desde 150 euros.

    ROTA ROMÂNTICA ALEMANHA Para viver um conto de fadas, escolha a companhia e nós indicamos o local: a estrada que liga Würzburg a Füssen. Entre os castelos, atenção ao de Neuschwanstein, de onde Disney tirou o modelo para o da Cinderela.

    TAJ MAHAL ÍNDIA A maior das provas de amor: o Taj Mahal, em Agra, é um mausoléu construído pelo príncipe Shah Jehan à esposa Mumtaz Mahal. Jante ao pôr-do-sol no hotel Kent (tel. 00_ _91562/33-1332, www.hotelkantagra.com), admirando o palácio.

    TOSCANA - ITÁLIA Entre Siena e Florença, corre a S-222, uma estradinha cercada de vinhedos e pontilhada de castelos, vinícolas que produzem os tintos Chianti e vilas de pedras. E você pode até casar-se em uma delas.

    VALE DO LOIRE FRANÇA O cenário mais romântico da maneira mais romântica: conheça os castelos voando de balão. O vôo reservado só para o casal termina com um brinde (ao amor, é claro) com taças de champanhe.

    AGRADECIMENTOS

     

               OI GENTE!!!!!

               GOSTARIA DE AGRADECER A TODOS QUE VISITARAM E AINDA VISITAM MEU BLOG, DEIXANDO SEUS COMENTÁRIOS OU NÃO. RECEBI MUITOS ELOGIOS E O PÚBLICO CONTINUA CRESCENDO; MUITO OBRIGADA!!!!!!!!!! DE CORAÇÃO.... ESTE BLOG É ATUALIZADO DIARIAMENTE E FOI FEITO COM MUITO CARINHO MESMO!!!! FIZ PENSANDO EM MIM PRIMEIRAMENTE, E EM SEGUNDO, EM TODOS OS VISITANTES. GOSTARIA QUE TODOS QUE O VISITAM, DEIXASSEM SUAS OPINIÕES, PARA QUE EU POSSA MELHORÁ-LO AINDA MAIS.

    NO MAIS, ESTOU SUPERCONTENTE PQ MUITA GENTE ESTÁ ELOGINADO,E ESPERO QUE CONTINUE ASSIM.

           UM GRANDE BEIJO,

     

           FERNANDA.   

    PAULO COELHO
    O paraíso precisa estar cheio

    Um guerreiro da luz compartilha com os outros o que sabe do caminho. Quem ajuda, sempre é ajudado.
    Precisa ensinar o que aprendeu. Senta-se ao redor da fogueira e conta como foi o seu dia de luta.

    Um amigo sussurra: "por que falar tão abertamente de sua estratégia? Não vê que, agindo assim, corre o risco de ter que dividir suas conquistas com os outros?"

    O guerreiro apenas sorri, e não responde. Sabe que, se chegar ao final da jornada num paraíso vazio, sua luta não terá valido a pena.


    PAULO COELHO
    Fazendo o bem a si mesmo

    Dois homens caminham pela praia. Um deles faz isto porque, em virtude de problemas no coração, o médico aconselhou os passeios matinais.

    O outro está ali porque a caminhada é um dos grandes prazeres de sua vida.

    O homem com problemas no coração comenta: "tomara que isto acabe logo! É chatíssimo andar na praia!"

    O outro não entende o comentário; em seu mundo, as caminhadas são agradáveis.

    O homem com problemas no coração podia tirar proveito do que lhe acontece na vida. Qualquer atividade tocada pelo amor é motivo de prazer e júbilo.

    Mas ele não consegue; a caminhada é um tratamento médico, nada mais. Por isso, sua hora e meia de alegria se transforma em suplício e tormento.



    Soneto

    arquivo .wav | 393 kb

    Penicilina puma de casapopéia
    Que vais peniça cataramascuma
    Se parte carmo tu que esperepéia
    Já crima volta pinda cataruma.

    Estando instinto catalomascoso
    sem ter mavorte fide lastimina
    és todavia piso de horroroso
    e eu reclamo - Pina! Pina! Pina!

    Casa por fim, morre peridimaco
    martume ezole, ezole martumar
    que tua para enfim é mesmo um taco.

    e se rabela capa de casar
    estrumenente siba postguerra
    enfim irá, enfim irá pra serra.

     

     

    O Pif-Paf/ O Cruzeiro - Janeiro 1945

    MILLÔR
    Decadência dos Costumes
    À maneira dos... armênios

    Kismet Assan, o grande advogado, ia chegando em casa, tarde da noite, cansado do trabalho, e descobriu que havia um ladrão em seu quarto. Pegou uma arma e avançou, silenciosamente. Mas o ladrão percebeu e saltou pela janela, assustado. Ao fugir, porém, deixou sobre a cama uma maleta com dois candelabros de prata que tinha roubado em alguma outra casa. Com muita advocacia, Kismet pensou: "Bem, ficarei com isto como honorários pela ação de fuga que impus ao malfeitor." E ficou olhando satisfeito as duas belas peças.

    Na noite seguinte, na noite imediatamente seguinte a essa, e em muitas noites conseqüentes, Kismet chegava em casa na esperança de encontrar de novo o ladrão. Mas isso não aconteceu nunca mais e Kismet concluiu: "Realmente, não sei onde este país vai parar."

    MORAL: INCENTIVA O MAL, MAS COBRA O (OU COBRA-O) BEM.

    Ambições Desmedidas
    À maneira do... Crato


    Chorando e mais chorando o filho chegou junto do pobre e magro pai: "Tô com a fome, pai! Tô com a fome!!"
    O pai ergueu sua face magra de barba rala, bateu culpadamente na cabeça do filho e disse: "Pede, meu filho, pede. Que é que você quer comer? Mesmo que seja o cavalo de São Jorge ou o Dragão da Maldade, eu mato pra você comer. O sertanejo é antes de tudo um forte." "Não, pai, não quero nada disso."- respondeu o pranteado (*) filho. "Não preciso de vosso hediondo esforço, inaudito risco ou insólito sacrifício. Quero só feijão, rapadura e farinha."
    "Filhos, filhos!"- queixou-se o pai amargurado. "Só pedem o impossível!"
    (*) Pranteado aqui não é sinônimo de morto. Lembrem-se de que o filho estava chorando.

    MORAL: HÁ UM LIMITE ATÉ PARA O MÍNIMO.

    Os Perigos da Filosofia

    E como estavam ali há tanto tempo juntos, aqueles quatro moços e o professor, um pouco mais velho, este propôs-lhes uma lição, um teste filosófico: "Meus amigos, companheiros, meus, por assim dizer, discípulos. Estamos aqui, neste aposento praticamente vazio.

    Pois bem, digamos que cada um de vocês tivesse que encher esse espaço. Qual seria a maneira mais rápida e mais útil de encher este quarto? Responda você primeiro, José". E José, o mais velho dos moços, respondeu: "Eu encheria de palha. Seria uma maneira muito rápida de encher o quarto, porque a palha é leve e fácil de transportar e extremamente útil, pois com ela se poderiam tecer cestas e sobre elas se poderia descansar melhor.

    O professor esclareceu: "Você deu resposta brilhante, rápida e válida, e parece que quem errou fui eu. Embora a palha seja realmente uma coisa extremamente útil, eu preferia que a sugestão ficasse clara: é encher o quarto compacta, totalmente. Você agora, Mário". Mário, o mais magro de todos respondeu: "Eu encheria tudo de areia. Também é fácil de transportar e o quarto ficaria cheio. Poderíamos deitar sobre a areia, uma vez seca, ou usá-la como defesa, nos olhos de alguém que nos atacasse". "Muito bem", aceitou o professor mais velho. "Mas não haverá idéia que resolva melhor a proposta do teste, Eusebio? Eusebio, o barbado, que já tinha tido tempo de pensar, disse: "Acho que sim. Eu encheria o aposento com água. Aí ele estaria cheio, completamente mesmo, não se poderia encher o quarto mais rapidamente, pois bastaria deixar a bica do banheiro aberta algum tempo. Além disso, todos sabem, existe coisa mais útil que a água?" "Você ganhou, realmente, na rapidez e na utilidade, Eusebio ", disse o professor, "Mas se esqueceu de um ponto negativo – morreríamos todos afogados. Que diz você, Ivan? E Ivan, o mais dotado de todos, respondeu docemente: "Da maneira mais simples, mais rápida, da única maneira verdadeiramente útil porque se poderia aproveitar o espaço". Dirigiu-se até a parede, girou o comutador e o aposento encheu-se de luz. "Admirável! Correto! Perfeito!" disse o professor. "Realmente ninguém pode viver sem luz, a luz é que alimenta o mundo, a luz é que torna possível a saúde e a reprodução da espécie. Sem falar na simbologia, pois a luz representa o que há de mais..." Porém, antes que ele acabasse de falar, a polícia que estava vigiando o edifício há vários dias, vendo que havia luz na janela, invadiu o ‘aparelho’ e prendeu todo mundo.

    MORAL: QUEM ESTÁ NA MERDA NÃO FILOSOFA.
    SUBMORAL: DA DISCUSSÃO NASCE A LUZ. E DA LUZ?

    A Viúva

    Quando a amiga lhe apresentou o garotinho lindo dizendo que era seu filho mais novo, ela não pôde resistir e exclamou: "Mas, como, seu marido não morreu há cinco anos?" "Sim, é verdade" - respondeu então a outra, cheia daquela compreensão, sabedoria e calor que fazem os seres humanos - "mas eu não".

    MORAL: NÃO MORRE A PASSARADA QUANDO MORRE UM PÁSSARO.

    Há coisas em que certas horas, não podemos entender, mas em outras, nos achamos os mais sábios. É realmente diferente e assustador, quando se passa a enxergar a vida de uma outra forma, de um ângulo melhor....digamos assim. Não obstante, o mundo dá voltas, e como dá; porém, já que enxergamos a vida de um outro ângulo, podemos tomar atitudes que, antes, seríamos incapazes... incapazes? não propriamente, mas... impossibilitados, de certa forma.

    Pois bem, há muitas estórias que eu poderia contar, muitas outras coisas interessantes que eu poderia citar, mas... de que adiantaria? ninguém poderia ser melhor, ou pior... a reflexão serve pra muitas coisas, ou não; depende de cada um. Então, eu deixo esta para análise de vcs e cada um pense no que lhe convier, ou não.

    *¨* Enquanto Durar ... *¨*



    "Não sei...
    se a vida é curta ou longa demais pra nós,
    mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
    se não tocamos o coração das pessoas.

    Muitas vezes basta ser:
    colo que acolhe,
    braço que envolve,
    palavra que conforta,
    silêncio que respeita,
    alegria que contagia,
    lágrima que corre,
    olhar que acaricia,
    desejo que sacia,
    amor que promove.

    E isso não é coisa de outro mundo,
    é o que dá sentido à vida.
    É o que faz com que ela não
    seja nem curta, nem longa demais,
    mas que seja intensa, verdadeira,
    pura...enquanto durar...."



    A  PAZ

    Música de João Donato

    Letra de Gilberto Gil

    A paz invadiu o meu coração

    De repente me encheu de paz

    Como se o vento de um tufão

    Arrancasse meus pés do chão

    Onde eu já não me enterro mais

      A paz fez o mar da revolução

    Invadir meu destino, a paz

    Como aquela grande explosão

    Uma bomba sobre o Japão

    Fez nascer o Japão na paz

      Eu pensei em mim, eu pensei em ti

    Eu chorei por nós

    Que contradição

    Só a guerra faz 

    nosso amor em paz

    Eu vim, vim parar na beira do cais

    Onde a estrada chegou ao fim

    Onde o fim da tarde é lilás

    Onde o mar arrebenta em mim

    O lamento de tantos"ais".

    Eu pensei em mim, eu pensei em ti

    Eu chorei por nós

    Que contradição

    Só a guerra faz 

    nosso amor em paz

    Eu vim, vim parar na beira do cais

    Onde a estrada chegou ao fim

    Onde o fim da tarde é lilás

    Onde o mar arrebenta em mim

    O lamento de tantos"ais".


    NOTÍCIAS
    Café pode reduzir risco de diabetes
    Consumidores da bebida têm menor chance de ter tipo 2 da doença

    Para muitas pessoas, uma xícara de café é sinônimo de um bom começo de dia. Para aqueles que continuam a tomar a bebida ao longo do dia, novas descobertas reforçam os benefícios do hábito. De acordo com um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine, os consumidores de café têm menor risco de desenvolver diabetes do tipo 2, doença que atinge cerca de 6 milhões de pessoas no Brasil.

    Os portadores de diabetes do tipo 2, que geralmente se manifesta na idade adulta, não utilizam a insulina de forma adequada para metabolizar os alimentos. Além da idade, os fatores de risco para a doença incluem sobrepeso e sedentarismo.

    Em 2000, uma pesquisa holandesa sugeriu que, quando os outros riscos também são levados em consideração, as pessoas que apreciam a bebida podem estar menos propensas a desenvolver diabetes do tipo 2 que aquelas que não bebem café. Mas o estudo não diferenciava a variedade cafeinada da descafeinada.

    No novo trabalho, um grupo de cientistas da Harvard University e Brigham and Women´s Hospital, em Boston, acompanhou cerca de 126.000 pessoas por mais de doze anos. De tempos em tempos, os participantes respondiam um questionário detalhado, que incluía perguntas sobre o hábito de beber café.

    Os pesquisadores descobriram que homens que tomavam mais de seis xícaras da bebida cafeinada por dia tinham um risco de desenvolver diabetes do tipo 2 que correspondia à metade daqueles que não bebiam a mesma variedade. Entre as mulheres, o risco era 30 % menor para as consumidoras regulares de café em comparação àquelas que não consumiam a bebida.

    Os efeitos para as pessoas que bebiam a variedade descafeinada eram menores ? uma redução de risco de 25 % para os homens e uma diminuição de 15 % para o sexo feminino em comparação àqueles que não bebiam café.

    "Essa é uma boa notícia para as pessoas que bebem café, mas isso não significa que todos devem correr atrás de um café", alerta o co-autor do estudo, Frank B. Hu, da Harvard School of Public Health. "Ainda não sabemos exatamente por que o café é benéfico para o diabetes, e mais pesquisas são necessárias."

    A cafeína demonstrou elevar os níveis de açúcar no sangue a curto prazo. Mas os cientistas ressaltam que seus efeitos a longo prazo não são bem compreendidos. A equipe sugere que outros ingredientes presentes em uma xícara de café, como antioxidantes e magnésio, poderiam contribuir para os efeitos benéficos da bebida contra o diabetes.

    NOTÍCIAS
    Imagem: D. GRIMALDI/AMNH/© COLUMBIA UNIVERSITY PRESS Encontrado fóssil do inseto mais antigo do mundo
    Insetos com asas podem estar entre os primeiros animais a aparecer em terra

    Cientistas identificaram o inseto mais antigo conhecido através dos restos fossilizados de sua mandíbula. Um artigo publicado na Nature descreve o animal, que viveu entre 408 e 438 milhões de anos atrás. Os resultados fazem retroceder em 80 milhões de anos o primeiro aparecimento de insetos com asas e sugerem que estes estavam entre os primeiros animais a surgir em terra. David A. Grimaldi, do American Museum of Natural History, que escreveu o paper com Michael S. Engel, da University of Kansas, qualifica a descoberta de "completamente fortuita".

    Ao fazerem pesquisa para um livro sobre evolução de insetos, explica, Grimaldi e Engel estavam inicialmente concentrados em uma outra amostra guardada no Natural History Museum, em Londres. Mas a amostra ao lado - de uma espécie de rocha de quartzo (ver imagem superior), de Rhynie, Escócia, inicialmente analisada em 1928 - chamou a atenção dos pesquisadores, que a levaram aos Estados Unidos para estudos mais aprofundados. "Lembro-me de quando a colocamos no microscópio, conta Grimaldi, "Michael e eu nos entreolhamos e dissemos 'Uau, você está vendo o que eu vejo?'. São mandíbulas de inseto". Especificamente, as características da articulação da mandíbula (ver imagem inferior) indicam que trata-se de restos de um inseto com asas, o Rhyniognatha hirsti.

    A evidência mais antiga conhecida de insetos com asas - ou seja, corpos inteiros fossilizados com asas completamente formadas e presas ao corpo - data de cerca de 330 milhões de anos.

    No entanto, como há uma diversidade de espécies capazes de voar neste período, os insetos claramente desenvolveram asas muito antes disso. "Esse fóssil fornece evidências sugerindo que ainda há muito a saber", diz Grimaldi, "e provavelmente há uma progressão fantástica de insetos com protoasas a ser descoberta".


    MEU BRANQUINHO BOLINHA

           Meu priminho Pedro Lucas, com 3 meses e 15 dias; não é lindinho?

    PAULO COELHO
    A derrota no Everest

    Edmund Hillary foi o primeiro homem a subir o Everest, a montanha mais alta do mundo. Seu feito coincidiu com a coroação da Rainha Elizabeth, a quem dedicou a conquista, e de quem recebeu o título de "Sir".

    Um ano antes, Hillary já havia tentado a escalada, e fracassara por completo. Mesmo assim, os ingleses reconheceram seu esforço, e o convidaram a falar para uma numerosa platéia.

    Hillary começou a descrever suas dificuldades, e, apesar dos aplausos, dizia sentir-se frustrado e incapaz. Em dado momento, porém, largou o microfone, aproximou-se da enorme gravura que ilustrava seu percurso, e gritou:

    - Monte Everest, você me venceu esta primeira vez. Mas eu irei vence-lo no próximo ano, por uma razão muito simples: voce já chegou ao máximo de sua altura, enquanto eu ainda estou crescendo!


           Turma de 1999 - Colégio da Polícia Militar - Un. Centro

            Formatura realizada no Círculo Militar

          Eu e minha avó Nani esta foto foi tirada em 1997 na casa dela

             Turma de Relojoaria de Agosto 2000

     

           Da direita pra esquerda: Eu, Anna Carolina, Gisele, Camilla e Celina. Foto tirada em 1996 na minha casa, na minha festa de 15 anos

         mamãe eRicardo, na festa de 50 anos da minha tia Adismar

    Hoje não vou à faculdade, porque afinal, o carnaval está aí,e só doido vai fazer média nesta época...tive ontem, uma aula muito interessante de Matemática Aplicada, bom, interessante até a hora em que começarmos realmente as aulas, pq depois, se eu bem me conheço, vou achar que é um pesadelo!

    É realmente interessante como as coisas caminham.... eu fugi de arquitetura e acabei tendo que escolher este curso; se eu tivesse aversão a desenho, esta hora estaria fazendo jornalismo....rsrsrsr mas.... como nada é por acaso....

    PAULO COELHO
    Do vazio

    Às vezes somos possuídos por uma sensação de tristeza que não conseguimos controlar. Não importa o lugar onde estamos - no trabalho, junto da pessoa a quem amamos, numa festa - mas, sem qualquer explicação, o mundo perde seu colorido, e a vida esconde sua magia.

    Nestes momentos - nos fala Karen Casey - nada melhor que olhar para dentro de nós mesmos. Ali está uma criança com medo, que não sabe bem o que está fazendo aqui, porque quase não é ouvida e consultada.Vamos ser tolerantes com esta criança.

    Vamos deixar que ela tome as rédeas por quanto tempo for necessário, até que sentir-se de novo amada.

    Em breve, nossos olhos voltam a brilhar. E, a partir daí, se não perdemos mais o contacto com esta criança, não perderemos mais o sentido da vida.


    Não discuta com crianças. Você pode sair perdendo!
    *************************************************************

     Uma menina estava conversando com a sua professora. A
    professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena. A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a
    professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente
    impossível.
    A menina, então disse:
     - "Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas".> > > > > > > A prefossora lhe perguntou:
     - "E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?"
     A menina repondeu:
     - "Então é a senhora que vai lhe perguntar."
    ************************************************************
     Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando.
     Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança.
     Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou
     o que desenhava. A menina respondeu:
     -"Estou desenhando Deus.! "
     A professora parou e disse:
     -"Mas ninguém sabe como é Deus."
     Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:
     - "Saberão dentro de um minuto".
    *************************************************************
     Uma professora de escola bíblica estava discutindo os dez mandamentos com seus
     pupilos de 5 e 6 anos. Depois de explicar o mandamento de "honrar pai e mãe",
     perguntou:
     - "Tem algum mandamento que nos ensine como tratar os nossos irmãos e irmãs?"
     Um menino, o mais velho de sua família respondeu:
     - "Não matarás."
    ************************************************************
     Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luis Miguel
     havia lhe dado um beijo depois da aula.
     - "E como aconteceu isso?" Perguntou a mãe assustada.
     - "Não foi fácil", admitiu a pequena senhorita, "mas três meninas me ajudaram a segurá-lo".
    ************************************************************
     Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha.
     De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e lhe
     perguntou:
     - "Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?"
     A mãe respondeu:
     - "Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um  de meus cabelos fica branco."
     A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:
    - "Mãe, porque! TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?"
    *************************************************************
     Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.
     - "Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos digam`ali está Catarina, é advogada, ' ou também 'Este é o Miguel. Agora é
     médico".
     Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:
     -"E ali está a professora. Já morreu."

    HAVE YOU EVER REALLY LOVED A WOMAN

          TO REALLY LOVE A WOMAN
    Para amar realmente uma mulher

     
    TO UNDERSTAND HER YOU GOTTA KNOW HER DEEP INSIDE
    Para entendê-la você tem que conhecê-la profundamente

    HEAR EVERY THOUGHT SEE EVERY DREAM

    Ouvir cada pensamento ver cada sonho
     

    I’VE GIVE HER WINGS WHEN SHE WANT TO FLY
    E dar-lhe asas quando ela quiser voar
     

    THEN WHEN YOU FIND YOURSELF LYIN HELPLESS IN HER ARMS

    Então, quando você se encontrar repousando em seus braços
     

    YA KNOW YA REALLY LOVE A WOMAN
    Você vai saber que realmente ama uma mulher
     

    WHEN YOU LOVE A WOMAN YOU TELL HER THAT SHE’S REALLY WANTED
    Quando você ama uma mulher você tem que dizer que ela é realmente desejada  

    WHEN YOU LOVE A WOMAN YOU TELL HER THAT SHE’S THE ONE
    Quando você ama uma mulher você tem que dizer que ela é a única
     

    CAUSE SHE NEEDS SOMEBODY TO TELL HER THAT IT’S GONNA LAST FOREVER

    Porque ela precisa de alguém que diga a ela que vai ser para sempre
     

    SO TELL ME HAVE YOU EVER REALLY, REALLY, REALLY EVER LOVED A WOMAN?
    Então me diga: você já realmente, realmente, realmente amou uma mulher?
     

    TO REALLY LOVE A WOMAN
    Para realmente amar uma mulher
     

    LET HER HOLD YOU TILYA KNOW HOW BHE NEEDS TO BE TOUCHED

    Deixe-a te abraçar até você saber o quanto ela também precisa ser tocada
     

    YOU’VE GOTTA BREATH HER REALLY TABTE HER

    Você tem que respirá-la até mesmo sentir o seu gosto  

    TIL YOU CAN FEEL HER IN YOUR BLOOD

    Até poder sentí-la em seu sangue
     

    N’ WHEN YOU CAN BEE YOUR UNBORN CHILDREN IN HER EYES

    E quando puder ver em seus olhos os filhos que ainda vão nascer
     

    YA KNOW YA REALLY LOVE A WOMAN

    Você saberá que realmente ama uma mulher  

    WHEN YOU LOVE A WOMAN YOU TELL HER THAT SHE’S REALLY WANTED
    Quando você ama uma mulher você tem que dizer que ela é realmente desejada
     

    WHEN YOU LOVE A WOMAN YOU TELL HER THAT SHE’S THE ONE

    Quando você ama uma mulher você tem que dizer que ela é a única
     

    CAUSE SHE NEEDS SOMEBODY TO TELL HER THAT YOU’LL ALWAYS BE TOGE

    Porque ela precisa de alguém que diga que ela vai ser para sempre
     

    SO TELL ME HAVE YOU EVER REALLY, REALLY, REALLY EVER LOVED A WOMAN?

    Então me diga: você já realmente, realmente, realmente amou uma mulher?
     

    YOU GOT TO GIVE HER SOME FAITH HOLD HER TIGHT
    Você tem que lhe dar confiança, abraçá-la fortemente
     

    A LITTLE TENDERNESS GOTTA TREAT HER RIGHT

    Um pouco de carinho, deve tratá-la direito
     

    SHE WILL BE THERE FOR YOU, TAKIN’ GOOD CARE OF YOU

    Ela vai estar sempre ali ao seu lado tomando conta de você
     

    YA REALLY GOTTA LOVE YOUR WOMAN
    Você tem que amar realmente essa mulher

    PAULO COELHO
    Da negação

    Josiah Royce (1855-1916), num momento em que morre alguém muito querido, escreve estas palavras:

    "Nós morremos enquanto Tu permaneces. A eternidade é Tua.

    E, na eternidade, seremos lembrados não como pontos insignificantes deste mundo real mas como folhas sadias que, em um certo momento, floresceram nos ramos da Árvore da Vida.

    Estas folhas caem da árvore, mas não caem no esquecimento,
    Porque Tu sempre Te lembrarás delas".


                 

                                                                                 

                                                                                

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           Nara Leão

           Música: Samba de Uma Nota Só

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      Carlos Lyra

      Música: Samba da Bênção

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       João Donato

       Música: Little Boat (O Barquinho)

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      Sérgio Mendes

      Música: Primavera

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      Quarteto em Cy

      Música: Samba do Avião

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       Miúcha/Tom Jobim/Chico Buarque

       Música: Vai levando 

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    [índice]

    18/02/2004 - 13h36

    Oasis pede ajuda dos fãs para projeto de DVD

     
    Ouça Oasis na Rádio UOL

    NOVA YORK (Billboard) - O Oasis está pedindo a seus fãs que enviem fotos e vídeos da banda que poderiam ser incluídos em um DVD do grupo, ainda sem data prevista para lançamento.

    No Web site oficial da banda, (http://www.oasisinet.com), o grupo diz ter um "interesse especial em qualquer material de 1992 a abril de 1995".

    O DVD está sendo supervisionado por Dick Carruthers, que já trabalhou com o Oasis nos vídeos "Familiar to Millions" e "There and Then."

    Os fãs que tenham imagens em vídeo que possam ser úteis devem mandar um e-mail para o endereço oasisdvd@metropolis-group.co.uk.

    A banda, que demitiu o baterista Alan White em meados de janeiro, está trabalhando na seqüência do álbum "Heathen Chemistry", de 2002.



    Tina Turner fará papel de deusa em filme indiano

    AFP

    Tina Turner durante show de sua última turnê, na França (05/07/2000)


    da Redação

    A cantora norte-americana Tina Turner, 64, que há quatro anos despediu-se dos palcos, será a estrela de um filme indiano.

    Turner será uma deusa e cantará músicas indianas no filme "The Goddess", segundo o jornal indiano The Times, informou a agência de notícias AP.

    De acordo com o diretor Ismail Merchant (produtor de "Vestígios do Dia", 1993), a cantora já esteve na Índia por duas semanas, ensaiando as músicas com um músico local e terá que cantar em latim e sânscrito, antiga língua indiana.

    "Acho que Ismail me escolheu por causa de minha força interior", disse a cantora, que é budista.

    Em entrevista à revista "Entertainment Weekly", Merchant deu mais detalhes sobre o papel de Turner e revelou que a cantora será a deusa Kali, que usa um colar feito com caveiras no lugar de contas, segundo divulgou o site oficial da cantora.

    Na mitologia hindu, Kali é a deusa da morte e da transformação.

    Tina Turner estreou no cinema em 1975, no papel de Acid Queen, na ópera-rock "Tommy", do grupo The Who. Um de seus papéis mais famosos foi o de Titia Entidade, em 1985, no filme "Mad Max Além da Cúpula do Trovão", que estrelou ao lado de Mel Gibson.

    Saudação à Mãe Terra                               

    Longe do dia a dia da publicidade...                Tony Genérico

    Deleitando-me com a fotografia pura, a beleza da luz natural, cada momento único oferecido pela natureza... e a satisfação de cumprir com o dever de contribuir com a consciência ecológica de uma pequena região... Uma saudação à Mãe Terra...

    Descrição: Fotos de um projeto pessoal em andamento desde 1997

    Mais informações:
    www.tonygenerico.com.br

                                     "Inseto em Flor"
                                    Serra do Cipó, MG
    Inseto se Alimentando em Flor Campestre

                                   "Flor Campestre"
                                  Serra do Cipó, MG

                                       "Pôr-do-sol"
                                     Serra do Cipó, MG
    Pôr-do-sol em Mãe D'Água
     
                                            "Rio Cipó"
                                       Serra do Cipó, MG

               "Cachoeira do Cornélio"
                  Serra do Cipó, MG
     
                               "Beija-flor Endemico"
                                Serra do Cipó, MG
    Augastes Scutatus

                             "Cachoeira da Capivara"
                                 Serra do Cipó, MG
    A ARTE DE PENSAR
    Adriane Galisteu pensa que é Grace Kelly
    Maurício Mattar pensa que é Fábio Jr
    Fábio Jr pensa que é Brad Pitt
    Brad Pitt pensa que é James Dean.
    E James Dean já não pensa mais...

    Ronnie Von pensa que é Ana Maria Braga
    Ana Maria Braga pensa que é Hebe Camargo
    Hebe pensa que é a Xuxa
    Xuxa não pensa, quem pensa(va) era a Marlene...

    Paulo Coelho pensa que é o Mago Merlin
    Marta Suplicy pensa que é Hillary Clinton
    Nicea Pitta pensa que é Imelda Marcos
    Rosinha Garotinho pensa que é Eva Peron

    Marília Gabriela pensa que é Bárbara Walters
    Chico Anísio pensa que faz graça
    Miguel Falabella pensa que vai ser mãe
    Luciano Szafir pensa que é o pai...

    Luxemburgo pensa que é intelectual.

    fazer o quê?

    VIVER NÃO DÓI - EMÍLIO MOREIRA

    "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive". Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer,apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
    por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não 
    compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida. 
    Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
    as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar 
    com um 
    amigo, para nadar, para namorar.Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
    momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais 
    profundas 
    angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 
     
    Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 
    Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
    confiscado 
    de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas 
    com 
    as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 
     
    Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
    verso: se iludindo menos e vivendo mais. 

       


     

    PAULO COELHO
    Do mito

    Quando olhamos esculturas em catedrais antigas, imagens que nos parecem absurdas, gravuras em velhos livros de mitologia, notamos que alguma coisa nos parece familiar.

    E compreendemos, mesmo sem entender.

    Para pintores e escultores possuídos pela fé, era mais importante transmitir um sentimento que uma idéia. Desenhavam contrariando os padrões artísticos da época, e ousavam dividir sua alma com outros. Mesmo chamados de tolos - ou de loucos - suas criações estão vivas até hoje.

    Não dê a menor importância para o que os outros acham de você. Ninguém melhor que você mesmo para saber as próprias qualidades e limitações.

    Se você se deixar envenenar pela opinião alheia, está perdido.


    RISOTTO ANGRENSE

    INGREDIENTES
    (6 Porções)
    500 g de camarão médio limpo
    500 g de mexilhão na casca
    Suco de 2 limões
    Sal e pimenta-do-reino branca moída na hora a gosto
    Salsinha picada
    500 g de lula cortada em rodelas
    1 polvo de aproximadamente 2 kg
    5 dentes de alho picados
    2 cebolas grandes
    500 g de filet de peixe
    1 colher (chá) de vinagre de vinho branco
    1 pimentão verde
    3 xícaras de arroz
    4 colheres (sopa) de óleo de oliva
    4 colheres (sopa) de azeite-de-dendê
    200 ml de leite de coco

    PREPARO
    •Tempere o camarão e o mexilhão com limão, sal, pimenta-do-reino e salsinha. Acrescente apenas sal à lula e reserve.
    •Prepare o polvo: coloque-o inteiro na panela de pressão com 2 colheres de azeite,
    1 dente de alho amassado e
    1 cebola partida em quatro pedaços. Cozinhe por 15 minutos. (Atenção: não coloque água, pois ele endurece.)
    • Abra a panela e retire, com uma faca pequena, a pele do polvo. Guarde a água para cozinhar o arroz. Corte-o em pedaços pequenos. Reserve.
    • Corte o peixe em cubinhos de 1 cm, tempere com sal, pimenta-do-reino, alho e vinagre.
    • Numa panela de barro, refogue o pimentão, o alho restante e a cebola picada no óleo de oliva e no dendê até que a cebola fique transparente.
    • Junte o arroz, o peixe e refogue rapidamente. Adicione os frutos do mar (menos o camarão e a metade dos mexilhões) e misture. Acrescente o leite de coco, a água do polvo e um pouco mais de água até cobrir o arroz. Verifique o tempero.
    • Cozinhe por 15 minutos em fogo baixo ou até o arroz ficar macio. Junte o camarão e o mexilhão reservados e sirva imediatamente.

    Receita executada pela chef Gislene Mamede, do Hotel Blue Tree, RJ

     

      É engraçado quando se fala em comida, porque particularmente sou uma chef enrrustida... sim, por incrível que pareça! gosto de experimentar novos ingredientes, novos temperos e inventar novos pratos; mas embora minhas experiências na maioria das vezes, não saiam grande coisa, ainda assim eu tento e venho obtendo algum sucesso.

    Mas, falando da receita acima, eu fiz, e é muuuuuuito bom! adoro cozinhar e não tive maiores dificuldades, pois esta receita classifico em nível médio de dificuldade, isto quer dizer, que, alguém que acorde com relativa vontade de cozinhar, faz sorrindo!!! recomendo dar maior atenção ao arroz, porque como se trata de um arroz comum, e não o arbóreo( próprio para risoto ) não se deve deixar secar demais e nem agüado demais, isso é importante na hora de saborear; quem é que vai querer provar um prato com o arroz nadando???? 

    Atenção é tudo!!!!

    Bon Apetit!!!!

     


    MÚSICA DA ALMA

    Aonde está a alma da música?
    No coração do músico?
    Na canção da vida?
    No céu da inspiração?
    Ou além dos sonhos e dimensões?

    Música, música, música...

    Notas melodiosas que invadem nossa psique * e nos fazem viajar pelo
    território dos sentimentos.

    Amigas sonoras que embalam nossos sonhos, inspiram a meditação e viajam
    conosco na Espiritualidade.

    São transportadas pelo ar por fios energéticos invisíveis, que as conduzem ao centro do coração, e daí ao interior da alma que gosta de viajar.

    Os que gostam de música de boa qualidade e têm alguma sensibilidade
    espiritual, sabem que viagem é essa.

    Sabem, por intuição, sensação ou lucidez, que há uma forte ressonância da alma da música com a alma humana. Têm consciência de que essas almas são irmãs, pois se a música é energia que viaja pelo ar,
    a alma humana é energia
    que viaja pela existência, buscando
    a própria essência imortal.

    Onde está a alma da música?, pergunta o coração sensível.

    E eu digo: está na alma da vida!

    E ela é o fio condutor por onde o Supremo Amor canta sutilmente na alma humana.

    Paz e Luz.

    Wagner Borges

         


    Layla
    >>  Eric Clapton
     
        What will you do when you get lonely
    With nobody waiting by your side?
    You've been running and hiding much too long;
    You know, it's just your foolish pride.

    Layla, you got me on my knees. Layla,
    I'm begging darling please. Layla,
    Darling, won't you ease my worried mind?

    I tried to give you consolation;
    When your old man had let you down.
    Like a fool, I fell in love with you;
    You turned my whole world upside down.

    Layla, you got me on my knees. Layla,
    I'm begging darling please. Layla,
    Darling, won't you ease my worried mind?

    Let's make the best of the situation
    Before I finally go insane.
    Please don't say we'll never find a way
    And tell me all my love's in vain.

    Layla, you got me on my knees. Layla,
    I'm begging darling please. Layla,
    Won't you ease my worried mind?

    Layla, you got me on my knees. Layla,
    I'm begging darling please. Layla,
    Darling, won't you ease my worried mind?
    LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO
    Necessidades

    Nunca tinha entendido por quê as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido tudo isso de Marte e Vênus. E nunca tinha entendido por que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.

    Teve uma vez, q minha ex-namorada e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, e nesse momento, ela fala: "Acho que agora não quero, só quero que você me abrace". Eu falei: "O QUÊÊÊÊÊÊÊ??????" Ela falou: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher". Comecei a pensar onde podia ter falhado. No final, assumi que naquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.

    No dia seguinte fomos a um grande hipermercado, aqui perto, com muitas lojas dentro dele. Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos. Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco, penso que estava me testando quando pediu também uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso; vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou: "Vamos passar no caixa para pagar!!!"

    Confesso que tive dificuldade para me segurar, mas falei para ela:"Não, meu amor, acho que agora não quero comprar tudo isso". Ela ficou pálida. Ainda falei: "Só quero que você me abrace". No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem..."

    Pensei depois, acho que o sexo acabou para mim até o natal de 2008...

    autor: Luiz Fernando Veríssimo

                            

    CASAS

    Solta no ar


    Apoiada em pilaretes de concreto, a estrutura de jatobá está longe da umidade da areia. O vento fica à vontade
    para atravessar a construção e refrescar quem descansa no terraço. Rede da Kariri.

    Ventilação é o ponto alto aqui. Mesmo quando passa algumas semanas fechadas, esta casa na praia mantém o frescor. Sem cheiro de mofo, está sempre pronta para receber os donos

    Reportagem: Eliana Medina
    e Márcia Carini
    Fotos: Luiz Roberto Pereira

    DAté o verão de 2001, o médico Luís Martins de Mello era contra ter casa de praia: “Achava que dava mais trabalho que prazer”, diz ele. Então decidiu passar as festas de fim de ano na casa do irmão, o arquiteto Eduardo de Mello. Saiu com a mulher e as duas filhas de Jundiaí, SP, rumo a Ubatuba, litoral do estado. As férias prazerosas alteraram suas convicções e, no outono, já tinha decidido comprar um pedaço do terreno de Eduardo. O lote de 25 x 80 m foi dividido em três, com linhas imaginárias. Na parte da frente, já havia a primeira casa, e no meio, o escritório que Eduardo estava construindo. A nova casa ocupou a área dos fundos. Nunca foi tão tranqüilo para Eduardo elaborar um projeto – ele conhecia bem o cliente, e a encomenda partia do mesmo princípio que norteou a construção de seu recanto: estrutura de madeira, piso descolado do chão e grandes aberturas. O resultado é igualmente acolhedor e, como a casa do irmão, também virou capa de revista.

    O que fez Luís se curvar à idéia de construir na praia foi a facilidade de manutenção da casa tipo bangalô. Ele percebeu que o cheiro de mofo não tinha espaço ali. A limpeza também era muito simples – bastava uma vassoura e tudo parecia no lugar. Eduardo explica que seguiu um conceito comum na Ásia tropical, em que se abre caminho para o vento. Usou outros recursos de regiões de clima quente, como as venezianas móveis das moradias caribenhas. “O segredo é não brigar com a natureza, deixá-la entrar”, diz o arquiteto. O mito de que madeira e praia não combinam também cai por terra – os beirais de 1,50 m afastam a umidade da estrutura. Mas o que chama mesmo a atenção das visitas é o banheiro com piso de deck, mostrado abaixo. Como não há ralos, na hora do banho a água escorre pelas frestas e cai sobre uma caixa coletora oculta por pedras, a caminho da fossa. A cozinha tem o mesmo tipo de piso. Um sonho para quem quer, de fato, ficar despreocupado quando viaja quilômetros em busca de descanso.

     

    Quase todos os materiais foram comprados no litoral. Mas a estrutura de jatobá chegou pronta de São Paulo, preparada pelo engenheiro Hélio Olga, da Ita Construtora. Deck, piso e forro são de ipê. Caixilhos de cedro da Oficina de Marcenaria.
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    A caixa que recolhe a água do boxe é de concreto e fica escondida sob os pedriscos. As tubulações do vaso e da pia correm rente ao assoalho e descem encostadas num dos pilares. Como é acessível, se a instalação tiver problemas fica fácil consertar.

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    Janelas próximas do telhado ajudam na circulação de ar. Elas se abrem para deixar escapar o ar quente. Os demais caixilhos com vidro são de correr – assim não batem com o vento.
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    As aletas são reguladas manualmente e de forma independente. Isso permite deixar a parte de baixo fechada e a de cima aberta. Mesmo quando todas estão fechadas, pequenas frestas dão passagem à brisa. Colcha da Jaipur e almofadas da L’Oeil.
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    Projeto e construção: Eduardo Martins de Mello
    Execução: Ita Construtora

    Janeiro 2004

    CASAS

    Sonho em família


    "A paixão pelo verde e pelos animais me acompanha desde pequeno. Aqui, tenho tudo isso e mais um pouco.”
    Ricardo Aragão Jr.

    O rancho Don Ricardo leva o nome de pai e filho. Ele traduz uma afinada sintonia entre as duas gerações, que privilegiaram a preservação da natureza

    Reportagem: Danilo Costa
    e Eliana Medina
    Fotos: Luiz Roberto Pereira
    Ilustração: Alice Campoy

    Não é força de expressão afirmar que esta casa de sítio em Cunha, interior paulista, foi construída pedra por pedra. A história começou numa página de jornal, que em 1978 anunciava a venda de um terreno de 75 mil m2. O preço não era uma pechincha, mas o lugar era tudo com que pai e filho sonhavam. “Além de cachoeira, araucárias e montanha, ele veio com um barracãozinho de pedra e barro que serviu de base para a moradia principal”, diz o engenheiro mecânico Ricardo Sabóya de Aragão Jr., que na época tinha 13 anos. Problemas financeiros adiaram os planos de seu pai, o arquiteto e paisagista Ricardo Assis Sabóya de Aragão, que ergueu o recanto seis anos depois. Na fachada, uma carinhosa recordação: ela é revestida de paralelepípedos colhidos nas ruas pela dupla. Após herdar as terras do pai, falecido em 1994, coube ao engenheiro ampliar os ambientes e definir os acabamentos. Tanto esmero resultou neste refúgio de 81 m2 que realiza outros desejos de infância: ter quiosque, cocheira, canil e estufa de cogumelos, tudo isso sem interferir na natureza. As cercas, a ponte e as estruturas desses anexos demonstram outra lição de amor ao meio ambiente, pois são feitas de eucalipto tratado em autoclave. Nas paredes da casa, tijolos de barro cobertos de argamassa de cimento; no piso, eles ficam aparentes. “Preferi os acabamentos simples em função da rusticidade do local”, revela Ricardo, que contou com a ajuda do caseiro e de dois pedreiros para concluir a obra em sete meses. Hoje, ele e a esposa (moram em Campinas, SP) curtem os finais de semana fazendo caminhadas ecológicas. Isso quando não organiza excursões, apresentando a região aos turistas hospedados no centro de Cunha. Um dos atrativos é a Trilha do Ouro, rota dos mercadores que traziam ouro e pedras preciosas de Minas Gerais à cidade de Parati, RJ. Destaque também para o Parque Nacional da Serra da Bocaina, onde pratica trekking e cavalgadas em meio à serra. “É assim que exerço meu hobby e ajudo a conservar a região”, conclui Ricardo.

     

    A ponte e a estrutura do canil, da cocheira e do quiosque são de eucalipto autoclavado (Usina Araucária).
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    No piso da sala, tijolos requeimados de barro protegidos com três demãos de resina acrílica. Para ganhar o tom avermelhado, aplicaram-se quatro camadas de cera líquida vermelha, com intervalo de 15 dias entre elas.

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    As mais de 100 araucárias do terreno permaneceram intactas. Entre elas, passa o córrego do Sertão – principal formador do rio Paraibuna –, que divide o sítio em dois blocos. Na frente, ficam a casa, o quiosque,
    a estufa e a arena onde os cavalos se exercitam.
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    Toras de eucalipto sustentam o deck do quiosque e resolvem o problema do terreno íngreme.

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    O anexo de 50 m2 abriga fogão a lenha, churrasqueira e uma mesa de refeições. Instalado a poucos metros da casa, é usado em encontros com os amigos para provar carnes na brasa ou pizzas caseiras. A cobertura feita com telhas romanas de barro garante a diversão.
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    Projeto: Ricardo Assis Sabóya de Aragão

    Janeiro 2004

    CASAS

    Valeu a espera


    Medindo 18 x 2,60 m, o deck de ipê está a 1,40 m da divisa do terreno. “Soubemos que o vizinho construirá uma pousada. Por isso, recuamos a casa para preservá-la”, diz o arquiteto. Redes da Kariri.

    A família levou duas décadas até resolver construir no litoral. No projeto, o arquiteto atendeu ao pedido número 1: economia. Uma estrutura simples, o telhado sem forro e poucas divisões internas resultaram num refúgio de 144 m2 e R$ 75 mil

    Reportagem: Eliana Medina
    e Marianne Wenzel
    Fotos: Luiz Roberto Pereira

    Durante mais de 20 anos, o terreno na praia de Juqueí, em São Sebastião, SP, ficou entregue aos borrachudos. “Não conseguimos tomar fôlego para a empreitada e o lote acabou caindo no esquecimento”, conta a médica Miriam Zita Ferreira. Na época, ela não fazia idéia de que seus três filhos como o astrofísico Hugo se tornariam verdadeiros empreendedores. Foram eles que, em 1999, finalmente se animaram com a idéia de erguer aqui um refúgio à beira-mar. “Me entusiasmei com a iniciativa deles e com o projeto”, fala a mãe. Deu tão certo que o brinde à chegada do ano 2000 aconteceu na casa pronta.
    O lugar leva o traço do arquiteto Alvaro Puntoni – que é cunhado de Malu, a filha do meio. Sérgio, o mais velho, acompanhou a obra. “A preocupação com os custos orientou os trabalhos. Eles também me pediram que previsse o aumento da construção daqui a alguns anos”, conta Puntoni. Afinal, Hugo já reivindicou um terraço para servir de observatório, e o casal, feliz com o primeiro netinho, quer mais é que a família aumente. “Vamos precisar de espaço para acomodar todo mundo. Mas por enquanto está bom assim”, diz Miriam.

    PONTOS DE ECONOMIA

    -Estrutura enxuta: além das paredes de alvenaria, nove pilares de jatobá de
    20 x 20 cm suportam o peso da construção.
    -Poucas divisões internas: a planta compacta, com cozinha e sala unidas, contribuiu para isso.
    -Telha-vã: em todos os ambientes, exceto nos quartos, as telhas estão à vista. Com isso, economizou-se com o forro.
    -Laje exígua: ela só existe no bloco da cozinha, dos banheiros e da área de serviço – uma fatia de 18 x 2 m que concentra toda a rede hidráulica. Além disso, optou-se por deixar o concreto aparente, o que reduziu ainda mais o custo do acabamento.
    -Cimento queimado e caiação: revestimentos artesanais, feitos na obra
    pelo mesmo pessoal que construiu a casa, saíram mais em conta do que opções industrializadas.
    -Vidros comuns: nas portas-camarão, o arquiteto não viu necessidade de colocar o tipo laminado. Mais caro, ele foi usado apenas para fechar os painéis superiores.

     

    A fachada preza a privacidade, a julgar pela parede maciça de rachão (um tipo de granito), que cobre a visão da sala. A iluminação fica por conta dos painéis de vidro.
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    Uma bancada com duas cubas localiza-se entre os dois banheiros. Ambos têm mosaico de vidro (Vidrotil), o item mais caro entre os revestimentos da casa.

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    A luz natural que invade os ambientes passa pelo vão entre a laje e a parede. Fechado com vidro laminado (King´s Vidros), ele funciona como clarabóia.
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    Três recursos tornam a casa fresquinha: a inexistência
    de forro, a altura do pé-direito (que atinge 5 m) e as portas tipo camarão. Quando abertas, elas formam vãos
    de 1,40 m para o deck. Almofadas da Fio.
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    Projeto: Alvaro Puntoni
    Acompanhamento da obra: Isabela Galvez
    Construção: Vanderlei Musskopf

    Janeiro 2004

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    Teatro de Arena, uma estética de resistência


    Lançamento hoje, 03 de fevereiro, marca 50 anos do Teatro de Arena


    Agência Carta Maior


    Acontece hoje, 3 de fevereiro, a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073 - o lançamento do livro Teatro de Arena de Izaías Almada, com apresentação de José Renato.

    Um dos momentos mais criativos da cultura brasileira, o final dos anos 1950 e início dos 60 deixou na memória coletiva muito mais a Bossa Nova e o Cinema Novo do que o teatro. Talvez porque as imagens e os sons possuam maior capacidade de se reproduzir ao longo do tempo. Mas naqueles anos em que emergiam para a vida política e cultural novas gerações de estudantes e de trabalhadores, o teatro desempenhou um papel tão importante quanto a música e o cinema.

    Até o surgimento do Arena, a tendência dominante no teatro brasileiro era o rigor formal, quase solene, da mesma forma que a política era coisa de adultos. Foi através de Glauber, Tom, Guarnieri, José Renato e Boal, entre tantos outros que faziam teatro com o vigor de quem busca transformar o mundo, que esse círculo estreito foi rompido e novas dimensões do Brasil foram reveladas pela arte aberta aos sentimentos populares.

    Rompendo o fosso entre atores e espectadores, na arena do teatro da rua Teodoro Baima aprendia-se concretamente o que dizia Brecht sobre a relação entre arte e revolução, entre política e cultura, entre música e teatro. De Eles não usam black-tie a Arena conta Zumbi, de Chapetuba Futebol Clube a Arena conta Tiradentes, o público era convidado a compreender e a protagonizar a história brasileira. Esses vínculos essenciais só foram rompidos, à força de baionetas, pela ditadura militar.

    Neste livro, Izaías Almada – ele mesmo personagem dessa aventura de liberdade e de criação – recolhe a história e o sentido daquele período, cinqüenta anos depois, por meio de relatos e análises que ajudam a inserir definitivamente o Teatro de Arena no imaginário de São Paulo e do Brasil do século XXI. Izaías reúne testemunhos de Décio de Almeida Prado (uma das últimas entrevistas concedidas em vida), Guarnieri, Boal, Vera Gertel, Marilia Medalha, Chico de Assis, Antonio Fagundes e outros para falar de um teatro que deu voz ao autor brasileiro, introduziu a luta de classes como temática, inovou não apenas na encenação e na dramaturgia mas fundou um jeito brasileiro de representar, como nação independente, como povo a organizar o seu futuro.

    Izaías Almada, mineiro de Belo Horizonte, escritor, dramaturgo e roteirista, é autor dos romances A metade arrancada de mim, O medo por trás das janelas e Florão da América. Publicou ainda dois livros de contos, Memórias emotivas e O vidente da Rua 46. Como ator, trabalhou no Teatro de Arena entre 1965 e 1968.

    Teatro de Arena (Coleção Paulicéia)

    Autor: Izaías Almada
    Apresentação: José Renato
    Lançamento: 3/2 (terça), 18h30, na Livraria Cultura do Conj. Nacional (Av. Paulista, 2073)
    Número de páginas: 159
    Preço: R$ 29,00

    Uma "casa" de Pompéia em exposição no Masp

    A mostra apresentará também as paredes de uma casa de Pompéia, recriando assim uma residência romana. O curador explica que todas as peças chegarão por via aérea e que no caso das paredes, o transporte só é possível porque os afrescos que decoravam as mesmas foram recolocados sobre uma base resistente, mas leve, que mantém as peças intactas.

    Pietro Giovanni Guzzo esclareceu que as demais peças são transportadas em caixas - anti-fogo e flutuantes para casos de acidentes - que se encaixam perfeitamente às peças, evitando rachaduras e suavizando eventuais choques.

    A arte romana no centro do poder

    A partir de abril de 2004 uma outra mostra estará na Pinacoteca do Estado: a Mostra de Arte Romana, que vai apresentar um retrato da vida de famílias de imperadores e aristocratas de Roma nos séculos I e II da nossa era.

    Entre as cerca de 80 peças de arte romana que constam do elenco, o público verá, por exemplo, grandes esculturas em mármore dos imperadores Marco Aurélio e Domiciano, estátuas, relevos, urnas e altares funerários, sarcófagos, máscaras, mosaicos e pinturas.

    Trata-se de uma exposição pensada exclusivamente para o Brasil e um complemento de Pompéia, Histórias de uma Erupção.

    Chuva de pedra-pomes

    A erupção que encobriu as cidades vesuvianas teve duas fases principais. A primeira, iniciada no final da manhã do dia 24 de agosto de 79 d.C., foi constituída por uma cerrada chuva de pedra-pomes, e afetou uma vasta área ao sudeste do vulcão, ao longo do eixo Pompéia-Stabia, cobrindo-o com uma camada de fragmentos altos de até três metros. A segunda, à noite, caracterizou-se por uma série de nuvens cinzas, derivadas do colapso da coluna eruptiva, que, com forte velocidade (mais de 100 quilômetros por hora) e elevada temperatura (300-400 graus Celsius) atingiram principalmente as áreas situadas ao sul, oeste e leste do Vesúvio, particularmente a zona de Herculano.

    Durante a primeira fase, que não atingiu diretamente Herculano, alguns moradores conseguiram fugir. Muitos porém, como documentam os quase 300 esqueletos encontrados nas arcadas junto da antiga marina, pretendiam escapar pelo mar, mas foram impedidos pelas más condições do tempo e tiveram morte instantânea, sufocados e queimados pela abrasadora nuvem de cinzas.

    Varal de Poesia


    À Tarde


    João de Abreu Borges


    Mais uma tarde leva o sol
    fruto em nós
    desfeito

    Mais um rio cai
    traduzindo um zumbido
    próximo ao cais

    Mais um fio
    tecido enquanto vento
    passa por nós

    A cada curva
    muitos se perderão
    outros serão vivos peixes

    Tudo é prece!

    Abro meus olhos
    para o mundo
    e ouço seu corpo
    anoitecendo

    Varal de Poesia


    Aurora


    Geso Maras


    Anoto um verso no criado-mudo
    no escuro do mundo
    no espelho, no vulto
    na noite indo
    no vindo do dia
    nos olhos da menina
    alba clandestina.

    Batuco uns toques no criado-mudo
    um ritmo de fundo
    um veneno, no susto
    do dia vindo
    com a caixa de Pandora
    no receio que devora
    a alma de Aurora.

    Varal de Poesia


    "Haicai" e "Para Leminski"


    Chico Guil


    Haicai

    Se as aparências não enganassem
    correriam o risco de se tornarem
    a essência!


    Para Leminski

    É apenas no romance
    que a verdade dos seres aparece.
    Jamais saberíamos
    — traçando um paralelo —
    que o azul é verde,
    não amasse o amarelo.

    ***

    VARAL DE POESIA

    Soneto da vida longa


    Eduardo Carvalho


    É como desenhar uma estrela
    feita com cinco pontas em roleta
    que refiguram o homem para si:
    cabeça no alto e os membros em xis.

    É como desvendar o grande enigma
    tocar o centro aceso da chama ígnea
    flutuar no silêncio calmo do aqui
    nu no eterno agora de ser feliz.

    É como atravessar o etéreo abismo
    entre a razão e o sentimentalismo
    da dúvida daquilo com que cismo.

    É como alcançar sagrado segredo,
    de tal vulto, que perco todo o medo
    do que, oculto, me mataria mais cedo.

     

      Pois é, ontem começou a facu....tive duas aulas de história da arte, fiz um desenho e foi só! estou pensando seriamente em não ir hoje.... sim, porque, essa semana será somente apresentação e como ainda estamos no começo, posso esticar a semana.

      Deixa eu ir, que ainda vou sair!

         

     

                

    Tudo de bom pra você!

    Um anjinho, pra cuidar de você!

    Vamos lá, anime-se!

    Vem me ver!!!

    Você conseguiu me irritar!

    Você é delicada com uma flor

    Você é especial!

    Você é meu presente do céu!

    Você é nota 1000!

    Vc faz minha vida mais bonita

    Você me deixa nas nuvens!

    Você me faz feliz!

    Você me faz flutuar...

    Você me magoou...

    Você me perdoa?

    Você não sai da minha cabeça!

    Volta logo

    Vou grudar em você!

    PAULO COELHO
    A janela e o espelho

    Um jovem muito rico foi ter uma conversa com um rabi, e lhe pediu um conselho para orientar a vida. Este o conduziu até a janela e perguntou-lhe:

    - O que vês através dos vidros?
    - Vejo homens que vão e vêm, e um cego pedindo esmolas na rua.

    Então o rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente o interrogou:

    - Olha neste espelho e dize-me agora o que vês.
    - Vejo-me a mim mesmo.
    - E já não vês os outros! Repara que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria prima, o vidro; mas no espelho, porque há uma fina camada de prata colada a vidro, não vês nele mais do que a tua pessoa. Deves comparar-te a estas duas espécies de vidro. Pobre, vias os outros e tinhas compaixão por eles.
    Coberto de prata – rico – vês apenas a ti mesmo. Só valerás alguma coisa, quando tiveres coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os olhos, para poderes de novo ver e amar aos outros.



     

           MARCELO RANGEL

           LINDINHO ELE NÃO?

        Esse é Marcelo Rangel, locutor da rádio Mundi; ele é do sul do Brasil, mais precisamente de Ponta Grossa, bom Marcelo, como já te disse, estou esperando sua visita no meu blog, apareça, ok????



    Amor e Sexo
    (Rita Lee)


     

       Consegui! enfim uma música no meu blog!!!!!!!!!!!!

      Aqui vai uma pequena amostra da ajuda que estou dando ao Leo; obrigada por visitar meu blog!!!!!

     MY SIGN
     HOJE ESTOU ME DANDO FLORES.... AFINAL, EU MEREÇO!!!!!!!!!!!
      
     Hoje eu começo a facu; estou ansiosa, mas calma... é incrível como as coisas acontecem do jeito que precisam acontecer..... eu disse: como precisam acontecer... é engraçado, pq justamente eu estar falando disso, chega a ser irônico, eu, que quero tudo pra ontem... mas tudo bem, vamos esperar pra ver no que dá.
    PAULO COELHO

    A atitude de um sábio        

                                                         

    O abade Abraão soube que perto do mosteiro de Sceta havia um sábio. Foi procurá-lo e perguntou:

    - Se hoje você encontrasse uma bela mulher em sua cama, conseguiria pensar que não era uma mulher?
    - Não, - respondeu o eremita, - mas conseguiria me controlar.

    O abade continuou:

    - E se descobrisse moedas de ouro no deserto, conseguiria ver este ouro como se fossem pedras?
    - Não. Mas conseguiria me controlar para deixá-lo onde estava.

    Insistiu Abraão:
    - E se voce fosse procurado por dois irmãos, um que o odeia, e outro que o ama, conseguiria achar que os dois são iguais?

    Disse o ermitão:

    - Mesmo sofrendo, eu trataria o que me ama da mesma maneira que o que me odeia.

    Naquela noite, ao voltar para o mosteiro de Sceta, Abraão comentou com seus noviços:

    - Vou lhes explicar o que é um sábio. É aquele que, ao invés de matar suas paixões, consegue controlá-las.

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